Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
EmpresasBDR
05/08/2026
3 min

Receita recorde salva trimestre do Mercado Livre (MELI), enquanto lucro segue em queda; ação cai

O Mercado Livre (MELI) registrou, nesta quarta-feira, queda de cerca de 11% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, pressionado pelos investimentos em frete grátis. Ainda assim, a companhia superou as estimativas dos analistas com uma receita recorde e forte crescimento no número de clientes que utilizam simultaneamente […]

Receita recorde salva trimestre do Mercado Livre (MELI), enquanto lucro segue em queda; ação cai

O Mercado Livre (MELI) registrou, nesta quarta-feira, queda de cerca de 11% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, pressionado pelos investimentos em frete grátis. Ainda assim, a companhia superou as estimativas dos analistas com uma receita recorde e forte crescimento no número de clientes que utilizam simultaneamente seus principais negócios.

Em Nova York, a ação virou para queda de 2%, após fechar em alta de 3%.

A empresa, que opera uma plataforma de comércio eletrônico e a fintech Mercado Pago em toda a América Latina, reportou lucro líquido de US$ 466 milhões no trimestre encerrado em junho, acima dos US$ 433 milhões esperados por analistas consultados pela LSEG.

A queda no lucro — a terceira consecutiva — foi provocada pela expansão do frete grátis no Brasil desde meados do ano passado e pelo aumento das provisões relacionadas à emissão de cartões de crédito, afirmou Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de Relações com Investidores do Mercado Livre, em entrevista à Reuters.

A receita líquida atingiu US$ 10,2 bilhões, avanço de 50% — o maior em quatro anos —, superando a projeção de US$ 9,7 bilhões da LSEG. Já as vendas totais, medidas pelo GMV (Volume Bruto de Mercadorias), cresceram 36% em base neutra de câmbio.

Enquanto isso, o resultado operacional, ou EBIT (lucro antes de juros e impostos), somou US$ 683 milhões, queda de cerca de 17% na comparação anual, mas acima dos US$ 658 milhões projetados pelos analistas. A margem EBIT recuou para 6,7%, ante 12,2% um ano antes e 6,9% no primeiro trimestre.

Nos últimos trimestres, o Mercado Livre tem apresentado crescimento consistente da receita, acompanhado por uma redução da lucratividade, reflexo da estratégia de investimentos de longo prazo. A expansão do frete grátis, da oferta de cartões de crédito e das vendas internacionais tem pressionado as margens no curto prazo.

Segundo Cuccioli, a estratégia já começa a mostrar resultados. O número de usuários ativos tanto da plataforma de comércio eletrônico quanto do Mercado Pago cresceu 37% no trimestre, ante um ritmo entre 20% e 30% registrado um ano antes.

‘Esse é o segmento mais valioso para nós’, afirmou o executivo, destacando que esses clientes realizam mais transações e geram maior rentabilidade do que aqueles que utilizam apenas um dos serviços da companhia.

Ainda de acordo com Cuccioli, os investimentos vêm gerando alavancagem operacional, mas a empresa tem optado por reinvestir os ganhos no próprio negócio. Segundo ele, essa estratégia deve ser mantida no curto prazo.

A carteira de crédito do Mercado Livre atingiu cerca de US$ 16 bilhões, alta de 75% em dólares, impulsionada principalmente pelos cartões de crédito. A taxa de inadimplência entre 15 e 90 dias ficou em 7%, avanço de 0,3 ponto percentual na comparação anual, mas queda de 1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre.

Já o volume total processado no negócio de adquirência avançou 42% na comparação anual, em base neutra de câmbio.

AutorReuters
FonteMoney Times
Distribuído por