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Sacre Investimentos
EXAME AgroCMDT
19/10/2026
3 min

Recuperação judicial no agro cai 21%, mas pedidos de pessoas físicas aumentam no 2º tri

Produtores com CNPJ puxaram a queda no período, enquanto Mato Grosso concentrou quase 24% dos pedidos, mostra Serasa Experian

Recuperação judicial no agro cai 21%, mas pedidos de pessoas físicas aumentam no 2º tri

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro caíram 20,7% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do recuo no total de solicitações, os produtores rurais pessoa física apresentaram um movimento diferente: os pedidos cresceram 8,2% na comparação com os três primeiros meses deste ano.

Segundo a Serasa Experian, a cadeia do agronegócio registrou 448 pedidos de recuperação judicial entre abril e junho de 2026, ante 565 no segundo trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando foram contabilizados 474 casos, a redução foi de 5,5%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 19.

Entre os produtores rurais pessoa física, as solicitações passaram de 182 no primeiro trimestre para 197 no segundo, um aumento de 8,2%. Já entre os produtores pessoa jurídica, os pedidos recuaram 18,4%, de 196 para 160 no mesmo intervalo.

Na comparação anual, porém, ambos osgrupos registraram queda. Entre os produtores pessoa física, as solicitações diminuíram de 220 para 197, enquanto entre as pessoas jurídicas passaram de 243 para 160.

Os números mostram que, embora o total de recuperações judiciais esteja diminuindo, a trajetória das solicitações varia de acordo com o perfil dos produtores.

Recuperações judiciais no agro

O levantamento mostra que o maior volume de pedidos de recuperação judicial entre os períodos analisados ocorreu no terceiro trimestre de 2025, quando a cadeia do agronegócio contabilizou 628 solicitações.

No trimestre seguinte, o número caiu para 408, antes de voltar a subir para 474 nos primeiros três meses de 2026. No segundo trimestre deste ano, foram registrados 448 pedidos.

Entre os produtores rurais pessoa jurídica, a trajetória também apresentou oscilações. Depois de registrar 243 solicitações no segundo trimestre de 2025 e 242 no terceiro, o número caiu para 155 no último trimestre daquele ano.

Em 2026, houve uma recuperação para 196 pedidos entre janeiro e março, seguida de uma nova redução para 160 entre abril e junho.

A dinâmica foi diferente entre os produtores pessoa física. Nesse grupo, o terceiro trimestre de 2025 também concentrou o maior número de solicitações, com 255 registros.

Depois, os pedidos caíram para 183 no último trimestre do ano e 182 no primeiro trimestre de 2026, antes de avançarem para 197 no período seguinte.

Mato Grosso lidera pedidos de RJ

Na distribuição geográfica dos pedidos de recuperação judicial relacionados à cadeia do agronegócio em 2025, Mato Grosso, principal estado produtor de soja, aparece na primeira posição, com 107 solicitações, seguido por Goiás, com 84, e São Paulo, com 72.

Minas Gerais ocupa a quarta posição, com 54 pedidos, enquanto o Paraná aparece em quinto lugar, com 42 registros.

Completam a lista dos dez estados com maior número de solicitações Pará (16), Rio Grande do Sul (13), Pernambuco (12), Mato Grosso do Sul (11) e Tocantins (9).

O levantamento também apresenta a evolução do score de crédito dos produtores rurais em relação ao momento da solicitação de recuperação judicial.

O indicador da Serasa Experian mostra uma deterioração progressiva da pontuação média dos produtores que recorrem ao mecanismo. Cerca de 18 meses antes do pedido, o score médio desse grupo estava próximo de 430 pontos.

À medida que a data da solicitação se aproxima, a pontuação diminui e chega a aproximadamente 50 pontos no momento do pedido, permanecendo em níveis baixos nos meses seguintes.

Em comparação, o score médio atual da população apresentado no gráfico permanece próximo de 590 pontos.

AutorCésar H. S. Rezende
FonteExame
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