Rede D’Or (RDOR3): Apesar de visão otimista, um fator pesou para Citi cortar o preço-alvo; é hora de vender?

O Citi cortou o preço-alvo de Rede D’Or (RDOR3) de R$ 51 para R$ 48, o que implica um potencial de valorização de quase 40% em relação ao fechamento anterior (27). A nova precificação reflete a incorporação do resultado do primeiro trimestre de 2026 (1T26), implicando na redução das estimativas de lucro para 2026 e 2027 em 6% e 5%, respectivamente.
Na avaliação do banco, a recente fraqueza das ações pode ser explicada por dois trimestres consecutivos de resultados abaixo do esperado, comentários qualitativos mais fracos sobre as margens hospitalares e forte pressão vendedora.
Apesar disso, o banco manteve a recomendação de compra uma vez que os fundamentos de longo prazo de Rede D’Or permanecem praticamente inalterados. Para o Citi, a perspectiva de crescimento dos lucros continua sólida e os controladores seguem ativos no suporte às compras de ações.
Adicionalmente, o banco menciona que os papéis da Rede D’Or são negociados hoje a cerca de 12,8x o preço sobre lucro (P/L) estimado para 2027, ou 11,8x considerando o lucro caixa, níveis historicamente baixos.
Por volta das 12h18 (horário de Brasília), RDOR3 subia 1,69%, a R$ 34,98.
Risco com margens pressionadas?
Na avaliação do Citi, embora a crescente adoção de estruturas alternativas de remuneração possa atrasar parcialmente o ritmo de expansão das margens nos próximos trimestres — considerando a incorporação inerente de comissões médicas e custos de materiais ao pacote faturado —, o cenário ainda favorece a sustentabilidade de longo prazo da Rede D’Or.
Ao mesmo tempo, o o banco destaca que a companhia mantém um crescimento sólido de dois dígitos no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) nominal, impulsionando os lucros e a geração de caixa.
Desaceleração de tickets da SulAmérica
Embora a desaceleração contínua do ticket médio da SulAmérica siga como um ponto de atenção para a receita daqui para frente, o Citi afirma que ela continua sendo mais do que compensada por uma inflação de custos controlada — mesmo com a aceleração das despesas de provisões técnicas de seguros, que continuam sinalizando tendências saudáveis de sinistralidade.
