Região Sul tem o PF mais caro do Brasil; veja quanto custa

O valor do almoço em restaurantes ficou mais caro para os brasileiros que escolhem o PF (prato feito). O aumento impactou principalmente a região Sul do país. De acordo com o Índice Prato Feito (IPF), o preço médio da refeição completa na região chegou a R$ 34,90.
O levantamento mostra que, entre janeiro e junho deste ano, o preço médio do prato feito aumentou 7,2% no Brasil. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar entre as refeições mais caras, seguido por Sudeste, Norte e Nordeste.
Preço médio do prato feito por região:
- Sul: R$ 34,90;
- Centro-Oeste: R$ 34,45;
- Sudeste: R$ 31,99;
- Nordeste: R$ 30,00;
- Norte: R$ 29,99;
- Média nacional: R$ 31,90.
Por que o PF está custando mais?
O aumento no valor final da refeição reflete as mudanças de mercado. Influenciam no valor final:
- o aluguel do ponto comercial;
- a energia elétrica;
- o salário dos funcionários;
- o transporte dos alimentos;
- os tributos;
- o custo financeiro e a margem do empresário
Além disso, as condições climáticas têm efeito negativo na agricultura e pecuária.
O El Niño, sentido no Brasil, impacta adistribuição das chuvas. Isso quer dizer que algumas áreas podem sofrer com alagamentos e inundações enquanto outras tendem a enfrentar longos períodos de seca. Nos dois cenários, a safra pode ser impactada.
Outro ponto importante é que, embora, o IPCA de junho tenha mostrado queda de 0,24% no grupo Alimentação e Bebidas, os restaurantes ainda repassam parte das altas acumuladas nos meses anteriores, principalmente dos alimentos consumidos fora de casa.
O setor também sofre pressão porque boa parte dos custos dos restaurantes não depende apenas dos alimentos. Gastos com mão de obra, aluguel comercial, energia e transporte continuam elevados, reduzindo as margens dos estabelecimentos.
Quanto custa comer no Sul?
A Região Sul reúne alguns dos maiores custos de vida do país, especialmente nas capitais Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.
Além do aluguel comercial mais elevado em áreas centrais e dos custos logísticos, a região possui forte tradição gastronômica baseada em produtos que passaram por aumentos relevantes nos últimos meses. É o caso das carnes utilizadas no churrasco.
Relatório do Cepea mostra que a carne registrou alta no primeiro semestre de 2026. A maior demanda internacional pela carne brasileira reduziu a oferta no mercado interno e contribuiu para pressionar os preços.
Dados do IBGE também mostram que cortes bovinos como picanha, filé-mignon e alcatra registraram alta na época.
Embora os preços oscilem conforme a oferta e exportações, cortes bovinos seguem entre os principais componentes do orçamento dos restaurantes.
Outro exemplo é aerva-mate, principal ingrediente do chimarrão e o café. Embora não haja dados consolidados sobre o aumento de preço de ambos, a produção enfrenta impactos climáticos recorrentes nos estados do Sul, fator que influencia o custo da matéria-prima ao longo do ano.
