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Sacre Investimentos
Economia
15/07/2026
3 min

Região Sul tem o PF mais caro do Brasil; veja quanto custa

Região Sul tem o PF mais caro do Brasil; veja quanto custa

O valor do almoço em restaurantes ficou mais caro para os brasileiros que escolhem o PF (prato feito). O aumento impactou principalmente a região Sul do país. De acordo com o Índice Prato Feito (IPF), o preço médio da refeição completa na região chegou a R$ 34,90.

O levantamento mostra que, entre janeiro e junho deste ano, o preço médio do prato feito aumentou 7,2% no Brasil. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar entre as refeições mais caras, seguido por Sudeste, Norte e Nordeste.

Preço médio do prato feito por região:

  • Sul: R$ 34,90;
  • Centro-Oeste: R$ 34,45;
  • Sudeste: R$ 31,99;
  • Nordeste: R$ 30,00;
  • Norte: R$ 29,99;
  • Média nacional: R$ 31,90.

Por que o PF está custando mais?

O aumento no valor final da refeição reflete as mudanças de mercado. Influenciam no valor final:

  • o aluguel do ponto comercial;
  • a energia elétrica;
  • o salário dos funcionários;
  • o transporte dos alimentos;
  • os tributos;
  • o custo financeiro e a margem do empresário

Além disso, as condições climáticas têm efeito negativo na agricultura e pecuária.

O El Niño, sentido no Brasil, impacta adistribuição das chuvas. Isso quer dizer que algumas áreas podem sofrer com alagamentos e inundações enquanto outras tendem a enfrentar longos períodos de seca. Nos dois cenários, a safra pode ser impactada.

Outro ponto importante é que, embora, o IPCA de junho tenha mostrado queda de 0,24% no grupo Alimentação e Bebidas, os restaurantes ainda repassam parte das altas acumuladas nos meses anteriores, principalmente dos alimentos consumidos fora de casa.

O setor também sofre pressão porque boa parte dos custos dos restaurantes não depende apenas dos alimentos. Gastos com mão de obra, aluguel comercial, energia e transporte continuam elevados, reduzindo as margens dos estabelecimentos.

Quanto custa comer no Sul?

A Região Sul reúne alguns dos maiores custos de vida do país, especialmente nas capitais Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Além do aluguel comercial mais elevado em áreas centrais e dos custos logísticos, a região possui forte tradição gastronômica baseada em produtos que passaram por aumentos relevantes nos últimos meses. É o caso das carnes utilizadas no churrasco.

Relatório do Cepea mostra que a carne registrou alta no primeiro semestre de 2026.  A maior demanda internacional pela carne brasileira reduziu a oferta no mercado interno e contribuiu para pressionar os preços.

Dados do IBGE também mostram que cortes bovinos como picanha, filé-mignon e alcatra registraram alta na época.

Embora os preços oscilem conforme a oferta e exportações, cortes bovinos seguem entre os principais componentes do orçamento dos restaurantes.

Outro exemplo é aerva-mate, principal ingrediente do chimarrão e o café. Embora não haja dados consolidados sobre o aumento de preço de ambos, a produção enfrenta impactos climáticos recorrentes nos estados do Sul, fator que influencia o custo da matéria-prima ao longo do ano.

AutorDiandra Guedes
FonteExame
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