Renan diz que discurso de Cury é 'ainda pior' que o de Lula e Flávio
Candidato criticou o que chamou de “ascensão da covardia” e do “discurso vazio” entre eleitores e questionou postura de Cury

Renan Santos, candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira, 7, que o discurso de Augusto Cury é “ainda pior” que o de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)., que lideram as pesquisas eleitorais.
Durante ato no Obelisco do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, Renan criticou a ideia de que Cury possa representar uma alternativa na disputa presidencial.
Segundo o candidato, parte do eleitorado, especialmente pessoas de meia-idade e mulheres, estaria recorrendo ao escritor como uma forma de rejeitar a política. “As pessoas estão viciadas no erro. Eu olho pesquisas e vejo a ascensão da covardia, a ascensão do discurso vazio”, disse.
Renan também fez críticas aos dois líderes da disputa. Para ele, Lula representa o risco de um governo autoritário de esquerda, enquanto Flávio Bolsonaro seria uma “oligarquia de corruptos do centrão”.
“Nenhum dos dois apresenta um plano para a resolução da economia brasileira. Flávio Bolsonaro e Lula aceitam que você continue sendo roubado”, disse.
O candidato afirmou ainda que não aceita uma democracia que, segundo ele, “torna brasileiros escravos do crime organizado e ladrões donos das nossas ruas”. “Se isso é democracia para vocês, eu não sou um democrata”, declarou.
Manifesto
As declarações aconteceram durante a divulgação do “Manifesto pelo Futuro da Nação”, documento em que Renan apresenta críticas ao sistema político brasileiro e defende mudanças em instituições. O texto afirma que o país vive um período de “torpor” e perda da capacidade de indignação diante de problemas políticos, econômicos e de segurança.
Entre as medidas defendidas estão a saída de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF) e de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O manifesto também defende a continuidade das investigações sobre o Banco Master sob condução do ministro André Mendonça e pede buscas e apreensões relacionadas a pessoas e locais citados no documento.
