Renda fixa: BTG aponta 7 títulos para ganhar acima da inflação e com isenção de IR; veja a carteira
Em um cenário de juros reais ainda elevados e spreads considerados atrativos frente aos títulos públicos, o BTG Pactual manteve sua preferência por emissores classificados entre AAA e AA em sua carteira recomendada de crédito privado incentivado para agosto. A única alteração promovida pelo banco foi a retirada da debênture da Brava Energia (RRRP13), não […]

Em um cenário de juros reais ainda elevados e spreads considerados atrativos frente aos títulos públicos, o BTG Pactualmanteve sua preferência por emissores classificados entre AAA e AA em sua carteira recomendada de crédito privado incentivado para agosto.
A única alteração promovida pelo banco foi a retirada da debênture da Brava Energia (RRRP13), não por deterioração dos fundamentos, mas pela redução do estoque disponível após forte demanda dos investidores. Para quem já possui o papel, a recomendação segue sendo de manutenção.
A seleção atual contempla as debêntures incentivadas da Autopista Litoral Sul, Equatorial Goiás, MetrôRio e Rialma, além dos CRAs de Eldorado, 3tentos e SLC Agrícola.
Infraestrutura lidera recomendações
Entre os destaques da carteira está a debênture da Autopista Litoral Sul (PLSB1A), concessionária responsável por um dos principais corredores logísticos do Sul do país, ligando Curitiba (PR) a Florianópolis (SC).
Segundo o BTG, a companhia entrou em uma fase de maturidade após concluir o Contorno de Florianópolis, projeto que recebeu cerca de R$ 3,9 bilhões em investimentos. Com o ciclo pesado de obras encerrado, a expectativa é de forte geração de caixa e redução gradual da alavancagem nos próximos anos.
Outro nome que aparece entre as recomendações é a Equatorial Goiás (CGOSA2). O banco destaca a garantia corporativa da Equatorial Energia, grupo classificado como AAA pela S&P, além da melhora dos indicadores operacionais da distribuidora adquirida em 2022. A avaliação é de que o processo de turnaround segue avançando e contribui para fortalecer o perfil de crédito da companhia.
Já no setor de mobilidade urbana, o BTG mantém visão positiva para o MetrôRio (MGPRA0). A instituição ressalta que a renegociação da concessão ocorrida em 2025 alterou significativamente o perfil de risco do ativo ao ampliar o prazo contratual até 2048, incorporar a Linha 4 e criar mecanismos de compartilhamento de risco de demanda com o governo do Rio de Janeiro.
“Os novos termos aumentam a previsibilidade das receitas e reforçam a capacidade de geração de caixa da operação”, destaca o relatório.
Rialma combina prêmio elevado e proteção adicional
Entre os papéis mais longos da carteira, a debênture da Rialma (RALM11) chama atenção pelo spread mais elevado.
A empresa desenvolve um projeto de transmissão de energia entre Bahia e Minas Gerais e conta com fiança bancária do BTG Pactual (60%) e Bradesco (40%) até a conclusão física das obras.
O banco entende que o risco de construção foi reduzido pelo avanço do cronograma e pelo fato de parte relevante do projeto já estar operacional.
Além disso, a companhia estima um investimento total significativamente inferior ao valor originalmente previsto pela Aneel, o que pode favorecer a rentabilidade futura do empreendimento.
Eldorado segue como aposta em celulose
No segmento de papel e celulose, a recomendação permanece para os CRAsda Eldorado.
Apesar da elevação da alavancagem após movimentações financeiras ligadas à controladora J&F, o BTG avalia que a companhia mantém forte capacidade de geração de caixa e ampla flexibilidade financeira.
Um dos argumentos é a extensa base florestal da empresa, superior às necessidades atuais da fábrica, que poderia ser monetizada em um cenário de necessidade de liquidez.
O banco também cita o suporte indireto da J&F, holding que controla a companhia e recebe dividendos da JBS, como fator positivo para a análise de crédito.
Agronegócio fecha a seleção
Entre os títulos indexados ao CDI, o BTG escolheu os CRAs de 3tentos e SLC Agrícola.
Para a 3tentos, o destaque está na estratégia verticalizada, que combina comercialização de insumos, originação de grãos, processamento de soja e produção de biocombustíveis.
O banco vê potencial de crescimento impulsionado pela expansão da demanda por biodiesel e pela entrada em operação de novos projetos ligados ao etanol de milho.
Já a SLC Agrícola segue respaldada pela escala operacional, pela elevada produtividade e pela política robusta de hedge para proteção de preços e câmbio.
A companhia também avança em projetos de irrigação que devem reduzir riscos climáticos e elevar a produtividade das lavouras
