Reserva aposta em novas experiências para fortalecer posição entre marcas masculinas premium
Aos 20 anos, empresa amplia sua presença física, evolui o portfólio e integra canais digitais em uma nova fase de crescimento

A Reserva completa 20 anos em 2026 e aposta em um novo modelo de loja. Nas Casas Reserva, roupas e acessórios dividem espaço com consultoria de estilo, café, bar, serviços e outras experiências pensadas para aproximar o cliente da marca.
Há ainda videogame, Clube do Livro e itens que fazem parte do universo da marca, como o mate com Biscoito Globo (super tradicional do Rio de Janeiro) e a Bala Juquinha – um clássico da Reserva, descrito pela companhia como parte de seu patrimônio afetivo.
A proposta também se estende a serviços e iniciativas que vão além da compra. Na Gift Shop, é possível personalizar presentes com embalagens especiais, fitas, cartões e até imprimir fotos exclusivas em uma Polaroid. Já a Estação Reserva Circular recebe peças usadas para upcycling, incorporando à experiência da loja uma frente ligada à circularidade.
Hoje, são três Casas Reserva: no Morumbi e no Ibirapuera, em São Paulo, e no RioSul, no Rio de Janeiro. A companhia prevê abrir novas unidades ainda este ano, em cidades consideradas estratégicas para a operação.
“A Casa Reserva representa uma evolução daquilo que acreditamos que uma loja pode ser. Queremos que o cliente se sinta em casa e venha para descobrir as novidades, experimentar, conversar e se sentir acolhido”, afirma Joana Bittencourt, diretora executiva das marcas Reserva.
O varejo depois da aquisição
A aposta em experiência acontece seis anos depois de a Reserva passar por uma mudança importante em sua estrutura. Em 2020, a marca foi adquirida pela Arezzo&Co por R$ 715 milhões. Naquele ano, havia registrado faturamento superior a R$ 300 milhões, segundo dados divulgados à época.
Desde então, a Reserva passou a fazer parte de um grupo maior e ganhou espaço para ampliar sua operação. As Casas Reserva são uma das frentes desse movimento, mas a expansão física vem acompanhada de uma tentativa de repensar o papel da loja em um mercado no qual boa parte das compras já acontece pelos canais digitais.
A companhia também reformulou o site para integrar melhor a experiência de quem compra pela internet com a de quem visita uma loja. A ideia é que os canais façam parte de uma mesma jornada, em vez de funcionarem como experiências separadas.
“Aos 20 anos, estamos olhando para o futuro do varejo entendendo que a experiência precisa ser cada vez mais relevante e parte da vida dos nossos clientes”, afirma Joana.
Nesse modelo, o produto continua sendo o centro do negócio, mas deixa de ser o único motivo para entrar em uma loja. A Reserva aposta em um espaço que combina varejo, serviços e convivência para construir uma relação mais próxima com o consumidor — e fazer da experiência uma parte tão importante da marca quanto aquilo que está à venda.
