Retorno aos acionistas? Assaí (ASAI3) aprova programa de recompra de ações
O conselho de administração do Assaí (ASAI3) aprovou o quarto programa de recompra de ações da companhia, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de quinta-feira (5). Pelo plano, a varejista poderá adquirir, em até 12 meses a partir de 6 de novembro de 2026, até 11 milhões de ações ordinárias próprias, volume que […]

O conselho de administração do Assaí (ASAI3) aprovou o quarto programa de recompra de ações da companhia, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de quinta-feira (5).
Pelo plano, a varejista poderá adquirir, em até 12 meses a partir de 6 de novembro de 2026, até 11 milhões de ações ordinárias próprias, volume que representa 0,814% do total de papéis em circulação na data do anúncio.
As ações recompradas serão mantidas em tesouraria para posterior venda ou cancelamento. A empresa afirma que a medida busca maximizar a geração de valor aos acionistas por meio da gestão eficiente da estrutura de capital e do aproveitamento de oportunidades de mercado.
As compras serão feitas na B3, a preços de mercado, com a diretoria executiva responsável por definir datas e cronograma das aquisições, dentro dos limites aprovados pelo conselho.
Na prática, um programa de recompra pode beneficiar os investidores ao reduzir o número de ações em circulação, o que pode aumentar a participação relativa dos acionistas remanescentes e elevar o potencial retorno por ação em dividendos e juros sobre capital próprio, caso haja distribuição futura de proventos.
Lucro do Assaí avança 55%
O Assaí apresentou lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), avanço de 55,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado veio abaixo do consenso de mercado da Bloomberg, que era de R$ 287 milhões.
Já o lucro líquido contábil chegou a R$ 427 milhões no trimestre, crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ainda, a varejista registrou receita líquida de R$ 19 bilhões, em linha com o consenso e estável em relação ao ano anterior. A receita bruta foi de R$ 21,3 bilhões, alta de 2,7% na comparação anual.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado alcançou R$ 1,1 bilhão no 3T26, com margem de 5,7%, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, o resultado foi beneficiado por iniciativas comerciais, evolução do mix de produtos e amadurecimento das lojas convertidas.
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