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Sacre Investimentos
Exame INFII
23/07/2026
2 min

Rio Bravo aposta em megafundo de R$ 442 milhões para ganhar escala em imobiliário

Rio Bravo aposta em megafundo de R$ 442 milhões para ganhar escala em imobiliário

Menos de um ano após adquirir a JPP, a Rio Bravo vai integrar três fundos imobiliários de recebíveis, criando um veículo com R$ 442 milhões em patrimônio líquido, mais de 37 mil cotistas e uma carteira de 76 operações de crédito. Pela proposta, o RBHG11 venderá integralmente sua carteira ao JPPA11, que também incorporará 50% dos ativos do OUJP11. Em troca, os cotistas dos dois fundos receberão cotas do futuro RBIC11.

Segundo Evandro Buccini, sócio e diretor de crédito da Rio Bravo, um fundo maior tende a ganhar mais visibilidade, atender aos critérios mínimos de liquidez adotados por corretoras e casas de análise, entrar em carteiras recomendadas e aumentar sua participação em índices de mercado.

"Temos visto uma tendência de consolidação de portfólios de FIIs. Ganho de liquidez, maior diversificação e escala para realizar negócios passaram a fazer parte da análise do investidor na mitigação de riscos", afirma.

A carteira projetada do novo fundo deve ter yield patrimonial estimado em 12,9% ao ano, considerando a distribuição prevista para os 12 meses a partir de agosto de 2026, acima dos 11% projetados atualmente para o RBHG11. O portfólio também passaria a ter 94% de exposição a CRIs, duration média de 2,4 anos, LTV de 45% e predominância de ativos indexados ao IPCA, que representariam cerca de 70% da carteira, enquanto aproximadamente 25% estariam atrelados ao CDI.

"Um fundo maior não elimina os riscos do crédito privado, mas amplia os instrumentos de gestão. Uma carteira mais diversificada e uma base maior de cotistas permitem atuar com mais alternativas tanto na originação de novas operações quanto no acompanhamento dos ativos existentes", diz Buccini.

Tijolo por tijolo

Se aprovada, a operação elevará os ativos sob gestão da área de crédito da Rio Bravo para R$ 1,76 bilhão, ante R$ 1,5 bilhão registrados no fim de maio. Há menos de um ano, esse patrimônio era inferior a R$ 1 bilhão.

Segundo Buccini, a integração preservou toda a equipe e a estrutura da gestora adquirida, a JPP. "Levar essa proposta aos cotistas era o caminho natural. Buscamos uma estrutura em que todos saíssem ganhando e que preservasse uma equipe dedicada e complementar", afirma. A consulta formal aos investidores ficará aberta até 28 de julho.

AutorPedro Gil
FonteExame
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