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09/10/2026
4 min

Rumo (RAIL3) decepciona em setembro e ações caem; o que fazer agora?

As ações da Rumo (RAIL3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (9) em reação aos dados operacionais de setembro. Por volta de 11h15 (horário de Brasília), RAIL3 caía 2,21%, a R$ 18,17, sendo a segunda ação com pior desempenho no IBOV e próximo da mínima intradia. Em setembro, a companhia reportou […]

Rumo (RAIL3) decepciona em setembro e ações caem; o que fazer agora?

As ações da Rumo (RAIL3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (9) em reação aos dados operacionais de setembro.

Por volta de 11h15 (horário de Brasília), RAIL3 caía 2,21%, a R$ 18,17, sendo a segunda ação com pior desempenho no IBOV e próximo da mínima intradia.



Em setembro, a companhia reportou volume consolidado de 7,0 bilhões de RTK (sigla para tonelada por quilômetro útil), queda de 10% no comparativo anual, equivalente a uma redução de 808 milhões de RTK.

O desempenho foi pressionado principalmente pela Operação Norte, que registrou retração de 10% em base anual. Entre os produtos transportados, o milho foi o principal destaque negativo, com queda de 33% no comparativo anual, reduzindo o volume em 1,06 bilhão de RTK.

Por outro lado, os embarques de soja e farelo de soja apresentaram crescimento de 20% e 21%, respectivamente, compensando parcialmente o impacto negativo do milho.

No acumulado do terceiro trimestre de 2026, o volume transportado cresceu 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo da estimativa do Bradesco BBI de alta de 4% e do consenso de mercado de crescimento de 3%.

Números mais fracos

Os analistas, em consenso, consideraram os volumes de setembro ‘fracos’.

Na avaliação do Bradesco BBI, o resultado, porém, é explicado por fatores pontuais. A dupla André Ferreira e Ricardo França citam o descarrilamento que interrompeu as operações da Malha Paulista por aproximadamente dois a três dias, problema que foi solucionado em 25 de setembro como um deles, e acredita que não deve impactar os volumes de outubro.

A menor exportação de grãos pelo estado de Mato Grosso no mês, que recuou 26% no comparativo anual; e o desempenho operacional mais fraco dos terminais de Santos, afetados por semanas consecutivas de chuvas intensas foram outros dois motivos citados pelos analistas.

O BTG Pactual também chama a atenção para as chuvas intensas no período. “Acreditamos que esse desempenho reflita o maior volume de chuvas durante o mês, o encerramento sazonal dos embarques de soja e a continuidade da aceleração dos volumes de milho da segunda safra”, afirmaram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.

Apesar disso, o crescimento trimestral ainda superou as estimativas do banco em 6%, considerado positivo pelos analistas.

O que fazer com RAIL3 agora?

Considerando que os resultados mais fracos foram pontuais, o Bradesco BBI elevou o preço-alvo de RAIL3 de R$ 18 para R$ 22 no final de 2027, o que implica em um potencial de valorização de 18% sobre o preço de fechamento de ontem (8). A recomedação de compra foi mantida.

O preço-alvo incorpora ainda um impacto negativo de R$ 3 bilhões em passivos relacionados à Malha Oeste, equivalente a aproximadamente R$ 1,60 por ação.

“Continuamos acreditando que os ajustes tarifários implementados ao longo de 2025 e do primeiro semestre de 2026 fortaleceram a competitividade da companhia frente às alternativas logísticas, contribuindo para ganhos consistentes de participação de mercado”, avaliam os analistas.

O BTG Pactual também reiterou a recomendação de compra e tem preço-alvo de R$ 23 nos próximos 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 24% sobre o preço de fechamento anterior.

“Vemos uma perspectiva de geração de caixa mais favorável após a conclusão da agenda de reposicionamento de preços da companhia. Esperamos que tanto os investimentos (capex) quanto os pagamentos relacionados às concessões diminuam sequencialmente nos próximos anos”, afirmaram Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.

O trio de analistas também observam uma combinação favorável de fatores macroeconômicos para os resultados financeiros e as despesas operacionais relacionadas a combustíveis, impulsionada por uma perspectiva melhor para as taxas de juros e para o real.

O banco ainda destaca alguns pontos de atenção no curto prazo, como possível impacto do El Niño sobre os volumes de 2027, os avanços na conclusão das negociações da Malha Oeste, as discussões sobre o fim da concessão da Malha Sul e a aceleração dos volumes da Fase 1 da FMT.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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