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Mundo
02/07/2026
4 min

Rússia faz maior ataque contra Kiev desde o início da guerra e deixa 17 mortos

Rússia faz maior ataque contra Kiev desde o início da guerra e deixa 17 mortos

Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 90 ficaram feridas após a Rússia lançar, na madrugada desta quinta-feira, 2, o maior ataque contra Kiev desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

O bombardeio atingiu prédios residenciais, deixou pessoas presas sob escombros e levou a capital ucraniana a decretar um dia de luto nesta sexta-feira, 3.

Segundo autoridades ucranianas, a ofensiva envolveu centenas de drones e dezenas de mísseis. A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones durante a noite, tendo Kiev como principal alvo. As defesas aéreas conseguiram interceptar parte dos projéteis, mas 25 mísseis balísticos e 12 drones atingiram 33 locais.

Fumaça sobe sobre a cidade após um ataque aéreo russo a Kiev, em 2 de julho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia. Ataques russos com mísseis e drones atingiram Kiev nas primeiras horas de 2 de julho, matando duas pessoas e ferindo mais de uma dezena, depois que o presidente Volodymyr Zelensky alertou que Moscou estava preparando um

Ucrânia: fumaça sobe sobre a cidade após um ataque aéreo russo a Kiev nesta quinta-feira, 2 (Roman PILIPEY / AFP)

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que danos foram registrados em toda a cidade, que tem cerca de 3 milhões de habitantes. Entre os locais atingidos está um prédio que abrigava uma base de ambulâncias. Cinco profissionais de saúde ficaram feridos, e um paramédico está em estado crítico.

Durante a madrugada, milhares de moradores buscaram abrigo em estações de metrô e outros refúgios subterrâneos. Correspondentes da AFP relataram explosões por várias horas seguidas na capital. Uma nuvem de fumaça foi vista no centro da cidade após uma das detonações, seguida por um incêndio.

O comandante da administração militar de Kiev, Timur Tkachenko, acusou a Rússia de atacar deliberadamente áreas residenciais. "Mais uma vez, o inimigo aponta deliberadamente contra zonas residenciais e mata civis", afirmou.

Pessoas buscam abrigo em uma estação de metrô durante ataques aéreos russos a Kiev, na madrugada de 2 de julho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia. Ataques russos com mísseis e drones atingiram Kiev no início de 2 de julho, provocando incêndios e deixando pelo menos cinco pessoas feridas, após o presidente Volodymyr Zelensky alertar que Moscou preparava um

Kiev: pessoas buscam abrigo em uma estação de metrô durante ataques aéreos russos nesta quinta-feira, 2 (Roman PILIPEY / AFP)

Após o ataque, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, renovou o apelo aos aliados por reforço na defesa aérea. Ele pediu aos Estados Unidos autorização para produzir mísseis Patriot em território ucraniano e classificou o fornecimento de sistemas antiaéreos como prioridade absoluta. Segundo Zelensky, quase metade dos mísseis lançados pela Rússia era balística.

O presidente ucraniano havia interrompido uma visita à Irlanda na noite de quarta-feira, 1º, diante da expectativa de novos ataques.

Rússia diz que ação foi resposta a ataques ucranianos

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter realizado um "ataque em larga escala" contra Kiev e outras localidades. Segundo Moscou, a ofensiva teve como alvo instalações da indústria militar, do setor de energia e aeroportos, em resposta a ataques ucranianos contra infraestrutura civil russa.

Moradores reúnem-se no local de um prédio residencial danificado após um ataque aéreo russo à capital ucraniana, Kiev, em 2 de julho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia. Ataques russos com mísseis e drones atingiram Kiev na madrugada de 2 de julho, matando pelo menos oito pessoas e deixando dezenas de feridos, depois que o presidente Volodymyr Zelensky alertou que Moscou estava preparando um

Kiev: moradores reúnem-se no local de um prédio residencial danificado após um ataque aéreo russo à capital ucraniana (Roman PILIPEY / AFP)

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o presidente Vladimir Putin foi informado sobre a operação e declarou que a Rússia continuará aumentando a pressão sobre a Ucrânia para alcançar seus objetivos.

Também nesta quinta-feira, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou ter atingido durante a madrugada uma refinaria de petróleo na cidade russa de Kstovo, na região de Nizhny Novgorod. Autoridades russas disseram que um ataque de drones danificou uma instalação industrial na região, deixando uma pessoa morta e quatro feridas.

Um homem com o braço enfaixado está sentado em uma parada de ônibus danificada, perto de um prédio residencial também avariado após um ataque aéreo russo à capital ucraniana, Kiev, em 2 de julho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia. Ataques russos com mísseis e drones atingiram Kiev nas primeiras horas de 2 de julho, matando pelo menos oito pessoas e deixando dezenas de feridos, depois que o presidente Volodymyr Zelensky alertou que Moscou estava preparando um

Kiev: Rússia fez um ataque aéreo à capital ucraniana nesta quinta-feira, 2 (Tetiana DZHAFAROVA / AFP)

Alemanha critica Moscou

Após os bombardeios, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha condenou o ataque e afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, "não demonstra disposição para negociar". Segundo o governo alemão, o apoio à Ucrânia será um dos principais temas da próxima cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os ataques ocorrem em meio ao aumento das ofensivas dos dois lados do conflito e enquanto as negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem sem avanços.

*Com informações da AFP

AutorCarolina Ingizza
FonteExame
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