Rússia liberta americano Stephen Hubbard, confirma Donald Trump
Professor aposentado cumpria pena por "atividades mercenárias"; presidente dos EUA associou o retorno do prisioneiro à suspensão de sanções contra Moscou

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira, 21, a libertação do americano Stephen Hubbard, preso por forças russas na Ucrânia havia mais de quatro anos. Professor de inglês aposentado, Hubbard foi condenado por supostas “atividades mercenárias”. Trump afirmou que Moscou não exigiu contrapartida e associou a soltura ao congelamento de sanções contra a Rússia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira, 21, que o americano Stephen Hubbard foi libertado e encontra-se "a caminho de casa", após passar mais de quatro anos detido por forças da Rússia no território da Ucrânia.
Momentos antes, agências de notícias russas relataram que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, já havia comunicado a soltura do prisioneiro durante um encontro com Steve Witkoff, enviado especial americano.
Com mais de 70 anos, o professor de inglês aposentado sempre negou as acusações que o levaram à prisão. Em outubro de 2024, ele havia sido sentenciado a quase sete anos de reclusão sob a acusação de exercer "atividades mercenárias" em prol dos ucranianos, em um julgamento realizado a portas fechadas.
O líder americano destacou o caráter inédito da ação por parte de Moscou. "Dos Estados Unidos, por respeito ao presidente Trump, não se exigiu nada em troca — uma situação sem precedentes para a Rússia", enfatizou.
Trump também vinculou a repatriação de Hubbard ao recente congelamento de retaliações econômicas ao governo russo. Segundo ele, "se sanções tivessem sido impostas, sem dúvida essas negociações teriam sido interrompidas completa e totalmente".
A reunião desta quarta-feira, 21, entre Witkoff e Putin ocorreu na cidade de São Petersburgo. O objetivo do emissário dos EUA era atualizar o líder russo sobre as conversas — classificadas pelo próprio enviado como "produtivas" — mantidas na véspera, em Oslo, com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky.
Encontro em São Petersburgo
O emissário dos Estados Unidos, Steve Witkoff, realizou uma reunião nesta quarta-feira (21) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na cidade de São Petersburgo. Durante o encontro, o diplomata americano apresentou uma série de "ideias" voltadas a um potencial acordo de paz na Ucrânia.
A conversa teve início pouco depois das 09h00 GMT (06h00 no horário de Brasília). Na ocasião, Witkoff indicou ter levado propostas para solucionar o conflito, que já dura mais de quatro anos e meio desde o começo da ofensiva russa em larga escala no país vizinho, em 2022.
Em trechos exibidos pela televisão estatal da Rússia, o emissário declarou a Putin: "Trouxemos documentos. São ideias para uma espécie de acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. O senhor poderá ler tudo isso com calma".
No campo econômico, o negociador americano destacou que a cooperação entre Washington e Moscou demonstra "as possibilidades" que se abrem para o futuro. Putin informou que o primeiro petroleiro, transportando 40.000 toneladas de diesel russo rumo aos Estados Unidos, zarpará em "dois ou três dias". O vice-primeiro-ministro, Alexander Novak, mencionou a quinta-feira como a data de partida.
O pacto para o fornecimento de combustível foi divulgado por Trump no início de outubro. A medida, que suspendeu sanções americanas contra a Rússia, foi alvo de duras críticas por parte de Kiev e de seus aliados. O movimento é uma tentativa de baratear os preços dos combustíveis para os consumidores dos EUA às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro — um pleito que se projeta difícil para Trump e para os republicanos.
Com AFP
