Sabesp cai mais de 8% após balanço; o que dizem os analistas
As ações da Sabesp (SBSP3) figuram entre as maiores as perdas nesta quinta-feira (13), reagindo negativamente ao balanço do segundo trimestre (2T26). Por volta das 13h20, os papéis caíam mais de 8%, registrando a segunda maior baixa do Ibovespa. Apesar de a companhia ter reportado lucro líquido de R$ 1,46 bilhão, número próximo do consenso […]

As ações da Sabesp (SBSP3) figuram entre as maiores as perdas nesta quinta-feira (13), reagindo negativamente ao balanço do segundo trimestre (2T26). Por volta das 13h20, os papéis caíam mais de 8%, registrando a segunda maior baixa do Ibovespa.
Apesar de a companhia ter reportado lucro líquido de R$ 1,46 bilhão, número próximo do consenso de mercado, e receita líquida recorde de R$ 10,2 bilhões, investidores demonstraram preocupação com a deterioração da rentabilidade operacional.
O principal ponto de atenção foi a compressão das margens em meio ao avanço dos custos, maior inadimplência e crescimento mais fraco do volume faturado.
Na avaliação do Itaú BBA, os resultados foram fracos, com Ebitda ajustado de R$ 3,5 bilhões, abaixo das expectativas. A instituição destacou que o desempenho foi pressionado por menor consumo de água, efeito de um mix menos favorável de clientes, custos operacionais maiores e aumento dos investimentos em atendimento e relacionamento com consumidores.
Ainda assim, o banco manteve a recomendação de compra (outperform), argumentando que não houve mudança estrutural na tese de investimento e que os desafios observados no trimestre parecem pontuais.
O BTG Pactual também classificou o trimestre como difícil. Segundo o banco, cerca de 70% da diferença em relação às projeções veio do avanço dos custos, com destaque para despesas com serviços, tratamento de água e provisões para inadimplência.
Como consequência, a margem Ebitda caiu para 58,3%, ante 63% no trimestre anterior. Apesar da decepção operacional, o BTG acredita que parte relevante dessas pressões é temporária e vê a recente correção das ações como uma oportunidade para investidores de longo prazo, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 32.
Na mesma linha, o Safra avaliou que o trimestre foi impactado por diversos eventos não recorrentes, incluindo custos ligados à modernização dos sistemas de atendimento, investimentos na experiência do cliente e gastos relacionados ao incidente de Jaguaré.
O banco destacou que, ao ajustar esses efeitos extraordinários, o Ebitda recorrente da companhia ficaria próximo de R$ 4 bilhões, em linha com as expectativas. Para o Safra, a estratégia de expansão dos investimentos e a execução do plano de universalização do saneamento seguem preservadas, mantendo a recomendação outperform e preço-alvo de R$ 33.
