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Sacre Investimentos
EmpresasACS
08/06/2026
2 min

Safra vê impacto limitado da Copa de 2026 nos resultados das empresas

Safra vê impacto limitado da Copa de 2026 nos resultados das empresas

O Safra avalia que a Copa do Mundo de 2026 deve ter impacto inicial limitado sobre os resultados das empresas, sobretudo porque os primeiros jogos ocorrerão à noite, reduzindo possíveis perdas de produtividade.

Isso porque algumas companhias tendem a adotar rodízios de turnos para permitir que funcionários acompanhem as partidas.

Em relatório, o banco concluiu que jogos de Copas anteriores envolvendo o Brasil não tiveram efeito estatisticamente significativo sobre a produção industrial. Ainda assim, partidas realizadas em horário comercial podem gerar interrupções temporárias na atividade.

O risco aumenta caso a seleção brasileira avance para fases mais decisivas, quando cresce a probabilidade de jogos durante o expediente.

Entretanto, dados históricos indicam que esses impactos tendem a ser diluídos nos resultados trimestrais.

Estimativas

Nas fases eliminatórias:

  • a probabilidade de jogos em horário comercial aumenta conforme o Brasil avança;
  • se a seleção chegar à final, o número máximo seria de quatro partidas no horário de trabalho;
  • no entanto, esse cenário tem baixa probabilidade (cerca de 10%).

O cenário mais provável, segundo o Safra, é:

  • cerca de dois jogos em horário comercial (probabilidade próxima de 40%).

Impactos por empresa

O Safra avalia que a Embraer (EMBR3) pode se beneficiar indiretamente de um eventual aumento na rentabilidade das companhias aéreas durante a Copa, o que favoreceria a renovação de frota. Ainda assim, a alta do combustível e riscos geopolíticos devem limitar esse efeito, sem mudanças relevantes na tese.

Para a Randoncorp, o banco vê possível aumento pontual na demanda por implementos voltados à distribuição de bebidas, mas o impacto tende a ser imaterial diante da escala da companhia.

No caso da Fras-le (FRAS3), a expectativa é de leve pressão na demanda no curto prazo, com consumidores priorizando gastos ligados ao evento e adiando manutenção de veículos.

Já a Marcopolo (POMO4) deve ficar sem novos efeitos positivos: os ganhos, via New Flyer, com investimentos em frotas na América do Norte, já foram capturados. “Diferentemente de 2014, não há novos ganhos relevantes”, dizem os analistas.

Para a Iochpe, eventuais ajustes na produção em dias de jogos podem gerar ineficiências pontuais, mas sem impacto relevante nos resultados.

*Com supervisão de Juliana Américo

AutorJoão Kawada
FonteMoney Times
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