Santander examina BradSaúde (SAUD3): o diagnóstico é uma ação barata, com capacidade de crescer e de pagar mais dividendos

A BradSaúde (SAUD3) já desembarcou no mercado com um lucro bilionário. No entanto, o Santander enxerga um potencial de crescimento, sinergias e pagamentos de dividendos ainda maior.
A companhia, nova na bolsa, surge de negócios que já têm décadas. É a consolidação de três frentes de negócios relevantes: Odontoprev, Bradesco Saúde e Atlântica Hospitais. Juntas, segundo a companhia, formam um dos ecossistemas mais completos da saúde privada no Brasil — com potencial de ganhos que ainda não aparecem integralmente nos números.
Com lucro de R$ 1,3 bilhão e rentabilidade (ROE) de 24,8% no primeiro trimestre, a companhia desembarca no mercado ancorada em resultados robustos.
Em relatório, o banco afirma que a mudança mais relevante para o investidor é o aumento de sua capacidade de pagar dividendos.
O Santander estima um payout (pagamento do lucro em formato de dividendos) de cerca de 50% em 2026 e uma elevação para um nível estrutural de aproximadamente 85% em 2036.
A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 18,30, um ganho potencial de aproximadamente 42%.
Motores de crescimento
Muito mais que uma operadora de planos odontológicos, a nova empresa é um veículo consolidado com operadora de planos de saúde, hospitais, redes de diagnósticos e outros ativos, com quase 70 milhões de clientes.
"Essa mudança expande materialmente o mercado possível para a companhia, aumenta a complexidade operacional e altera a tese de investimentos", diz o relatório.
A divisão de planos de saúde, que veio do Bradesco, é o seu principal negócio: a estimativa é de R$ 45 bilhões em receita e 3,4 milhões de membros neste ano. É 90% de toda a rentabilidade da nova empresa.
"Na nossa visão, há mais oportunidades de crescimento, especialmente uma vez que a empresa tem um produto de saúde de altíssima qualidade e muito bem conceituado". A divisão tem escala reconhecimento de marca, relacionamentos corporativos e a distribuição bancária do Bradesco.
A companhia atua no segmento premium do mercado brasileiro de planos de saúde, com clientes corporativos em grandes centros urbanos, incluindo os maiores mercados de saúde, São Paulo e Rio de Janeiro.
Se seus segmentos de planos de saúde e planos odontológicos já estão bem estabelecidos, o Santander enxerga potencial na divisão hospitalar.
"Em nossa opinião, ativos hospitalares devem continuar atraindo investimentos da BradSaúde e, portanto, projetamos que o segmento aumentará sua participação no resultado líquido de cerca de 7% em 2026 para aproximadamente 13% nos próximos cinco anos", diz o relatório.
A BradSaúde já fez parceria ou investiu em operadores hospitalares de alta qualidade, como a Rede D’Or, maior rede hospitalar do Brasil, Mater Dei, Grupo Santa e Einstein.
Mesmo com todos esses pontos positivos, o banco acredita que a ação ainda está barata. Em média, no ano de 2026 ela deve ser negociada a cerca de 9 vezes o preço da ação pelo lucro e 8,6 vezes no ano que vem. Esse é um patamar baixo considerando um crescimento de 10% ao ano do lucro por ação entre 2025 e 2030 e "a qualidade dos ativos e a forte equipe de gestão", diz o banco.
