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NegóciosMPOL
27/08/2026
4 min

SC fatura R$ 47,9 bilhões com empresas de tecnologia e cresce acima da média nacional

Dados são do observatório ACATE 2026, divulgado durante o Startup Summit 2026, em Florianópolis. Estudo também aponta alta de 16,4% em números de empresas de tecnologia e mais de 100 mil vagas criadas no setor catarinense

SC fatura R$ 47,9 bilhões com empresas de tecnologia e cresce acima da média nacional

O estado de Santa Catarina encerrou 2025 com 34,2 mil empresas de tecnologia, um crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior. O número coloca o estado como o sexto maior polo empresarial do setor, concentrando 5,2% de todas as empresas de tecnologia do Brasil e um faturamento de R$ 47,9 bilhões

O dado faz parte do Observatório ACATE 2026, divulgado pela Associação Catarinense de Tecnologia nesta quinta-feira (27/8) durante o Startup Summit, que acontece em Florianópolis até sexta-feira (28/8). 

O crescimento do número de empresas de tecnologia em Santa Catarina foi um dos maiores do país, perdendo apenas para Paraíba, Sergipe e Roraima, estados com menor presença no setor de tecnologia. No número de empresas de tecnologia, São Paulo lidera o ranking de forma isolada, com 248 mil empresas, que representam 38% do setor. 

"O que diferencia Santa Catarina de outros polos de tecnologia é a combinação de crescimento acelerado com qualidade”, diz Diego Ramos, Presidente da ACATE.

Faturamento cresce acima da média nacional

O setor de tecnologia no Brasil faturou R$ 870,9 milhões em 2025. Cerca de 5,5% desse valor vem do setor catarinense, que alcançou R$ 47,9 bilhões, um crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, a média nacional do crescimento foi de 7,1%. 

Santa Catarina aparece em sexto lugar em faturamento. Na frente, aparece São Paulo, com 45% da participação nacional, em seguida: Rio de Janeiro (8%), Minas Gerais (7,9%), Paraná (7%), Rio Grande do Sul (5,52%) e Santa Catarina (5,5%). 

O estado ganhou relevância no faturamento nacional entre 2021 e 2025, período em que sua participação avançou 0,55 ponto percentual. O desempenho colocou o estado entre os maiores crescimentos do país, atrás somente do Paraná, que registrou alta de 0,89 p.p. No mesmo intervalo, Ceará e Distrito Federal também ampliaram sua fatia, em 0,48 p.p. e 0,42 p.p., respectivamente, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro, polos tradicionais do setor, perderam mais de 2 pontos percentuais cada.

Ainda, o faturamento do setor representou 8% do PIB estadual. Nos últimos cinco anos, a participação da tecnologia na economia de Santa Catarina cresceu 17,6%. O estado registra a maior participação do setor no PIB entre os estados da Região Sul e a terceira maior do Brasil.

O destaque fica para a Grande Florianópolis, que concentra 39,6% do faturamento total do estado — o equivalente a R$ 18,98 bilhões em 2025. O faturamento restante do é distribuído principalmente entre o Vale do Itajaí, com 28% (R$ 13,4 bilhões), e o Norte Catarinense, com 17,6% (R$ 8,41 bilhões). 

A cidade de Florianópolis é a capital com maior participação do setor de tecnologia no PIB municipal do Brasil, onde a tecnologia responde por 21% do PIB local.

Emprego também está em alta

O estudo também analisou a empregabilidade do setor de tecnologia. Em Santa Catarina, há um crescimento expressivo nos últimos anos, saindo de 21 mil empregos em 2007 para 102 mil em 2025 – ano em que registrou uma taxa de 35 vagas ocupadas para cada mil colaboradores formais ativos. 

A remuneração média mensal dos trabalhadores do setor de tecnologia no estado é de R$ 6.195, duas vezes maior do que a remuneração média do setor de comércio catarinense, por exemplo. 

O desenvolvimento de software é o segmento de atuação predominante na maior parte das mesorregiões de Santa Catarina. Na Grande Florianópolis, o principal destaque é o segmento de tratamento de dados e serviços de internet, que concentra 44% das vagas ocupadas. Na região Norte de Santa Catarina, a fabricação de equipamentos responde por 33% dos empregos de tecnologia locais.

“Temos uma das maiores taxas de crescimento de empresas do país, um faturamento que cresce quase o dobro da média nacional e, agora, a segunda maior geração de empregos. Isso é resultado de um ecossistema que apoia desde a incubação até a internacionalização, com infraestrutura, programas de capacitação e uma cultura empreendedora forte", afirma Ramos. 

O Observatório ACATE 2026 conta com dados coletados pela Trillia e informações extraídas de fontes públicas, trazendo um panorama do segmento tecnológico de todo o Brasil, com um recorte detalhado para Santa Catarina. 

AutorBianca Camatta
FonteExame
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