Segmento de ativos digitais cresce 10 vezes e chama atenção de brasileiros

A Bitget anunciou nesta quinta, 02, dados do seu relatório semestral de ações tokenizadas na América Latina. O levantamento revela que a Tesla (TSLA) foi o ativo mais negociado entre os usuários latino-americanos na plataforma durante o primeiro semestre de 2026. Strategy (MSTRRWA) e Nvidia (NVDA) completam o pódio, em segundo e terceiro lugares respectivamente.
O relatório analisa o volume de negociação de ações tokenizadas ao longo dos seis primeiros meses do ano na região. De acordo com a empresa, Junho também foi o mês de maior volume do semestre para as ações tokenizadas na exchante, com crescimento de aproximadamente 10 vezes em relação a janeiro.
- Aproveite até 60% de desconto na taxa de corretagem com a Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual. Por tempo limitado! Abra sua conta e se torne um cliente VIP. Cupom: FOM26.
As cinco ações tokenizadas mais negociadas na América Latina no primeiro semestre de 2026:
- Tesla (TSLA)
- Strategy (MSTRRWA)
- Nvidia (NVDA)
- Micron Technology (MU)
- Intel (INTC)
De acordo com o relatório, impulsionada pelo seu IPO, a SpaceX (SPCX) estreou diretamente na liderança das ações tokenizadas mais negociadas na plataforma. O interesse pelo papel foi imediato, reflexo direto da expectativa gerada em torno da abertura de capital de uma das empresas mais aguardadas do setor de tecnologia.
Top 5 de junho:
- SpaceX (SPCX)
- Micron Technology (MU)
- Intel (INTC)
- SanDisk (SNDK)
- Circle (CRCL)
Crescimento das ações tokenizadas
"O crescimento que observamos ao longo do semestre reflete uma mudança de comportamento do investidor cripto na América Latina. Ele já não busca apenas exposição a ativos cripto — quer também acesso ao mercado de capitais global, e as ações tokenizadas são a ponte entre esses dois mundos. A convergência entre cripto e TradFi cada vez mais está se tornando uma realidade nos hábitos de quem opera na nossa plataforma", disse Gil Herrera, Diretor de Estratégia e Operações da Bitget para a América Latina.
Mesmo com a virada de junho, a Tesla manteve a liderança geral do primeiro semestre. O ativo esteve no top 5 em quatro dos primeiros seis meses do ano e liderou o ranking em janeiro e março. A consistência da Tesla reflete o apetite do investidor latino-americano por empresas que transitam entre o universo da tecnologia e o mercado de capitais global.
A Strategy, segunda colocada no ranking semestral, foi presença garantida no top 5 em cinco dos seis meses analisados, incluindo duas vice-lideranças, o desempenho mais consistente entre os ativos do pódio. A Nvidia, terceira no geral, liderou em fevereiro e, assim como a Strategy, ficou fora do top 5 apenas em junho, mês dominado pela estreia da SpaceX.
De acordo com um relatório da Dune Analitcs, a exposição a ativos do mundo real on-chain assume duas formas: wrappers tokenizados e futuros perpétuos. Commodities e ações estão entre as poucas classes de ativos que crescem em ambas. Os pools ainda são pequenos, mas instituições como CME e ICE estão construindo as duas rotas em mercados regulados locais, enquanto os reguladores abrem caminho. Isso faz dessas plataformas offshore uma prévia do que pode vir.
Ouro é destaque nas commodities
De acordo com a Dune, as commodities tokenizadas somam cerca de US$ 8 bilhões em ativos sob gestão, aproximadamente cinco vezes mais do que há um ano. O ouro representa mais de 60% desse total, e um único token, o Tether Gold, responde por mais de um terço do mercado.
Já as ações tokenizadas somam cerca de US$ 1,6 bilhão, ante praticamente zero há um ano. A Ondo Global Markets concentra cerca de 70% dos ativos sob gestão em ações, enquanto o xStocks, da Backed Finance, fica com o restante.
Perpétuos de ações seguem estáveis
A Dune também aponta que na Hyperliquid, a maior plataforma de futuros perpétuos, o interesse em aberto de RWAs cresceu cerca de sete vezes no acumulado do ano, para aproximadamente US$ 2,3 bilhões. Com isso, a participação dos RWAs passou de cerca de 3,7% do book em janeiro para cerca de 24% no fim de maio. Cripto ainda representa a maior parte do book, mas sua fatia está em queda.
"Ações e commodities formam quase todo o book de RWAs, mas o interesse em aberto de cada uma cresce por padrões diferentes. As ações representam a parte maior e mais estável, perto de US$ 1,3 bilhão, com avanço acompanhado pelo volume. As commodities seguem uma dinâmica orientada por eventos: o interesse em aberto saltou para cerca de US$ 1,5 bilhão durante o movimento do petróleo em abril, em meio ao conflito com o Irã, e depois recuou para aproximadamente US$ 800 milhões no fim de maio. O mercado atraiu posições para um evento específico e as perdeu depois que ele passou", destaca a empresa de análise.
De acordo com a Dune, considerando apenas o tamanho, o mercado on-chain de commodities e ações ainda é relativamente pequeno. Mas instituições tradicionais já avançam sobre os mesmos ativos a partir das duas direções: a CME está listando futuros de índices em estilo perpétuo, enquanto a ICE constrói ações tokenizadas da NYSE. Essa aceleração ganhou impulso com movimentos rápidos da SEC e da CFTC, que definiram o status legal dos ativos tokenizados e liberaram o primeiro perpétuo em mercado regulado local.
"A construção está migrando para mercados locais regulados, e as plataformas cripto-nativas de hoje funcionam como uma prévia operacional desse movimento. A oportunidade está em ler essa prévia cedo, acompanhando quais ativos são negociados, como isso acontece e onde a liquidez cresce ou diminui", finaliza.
