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04/11/2026
3 min

Selic a 13,75%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter Selic em 13,75% ao ano, já assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (5). Lá fora, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, com as principais ações da […]

Selic a 13,75%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter Selic em 13,75% ao ano, já assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (5).

Lá fora, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, com as principais ações da bolsa brasileira — operava em leve alta de 0,27%, a US$ 32,34, por volta das 19h (horário de Brasília) desta quarta-feira (4). No pregão regular, o índice fechou com alta de 1,64%, a US$ 32,25.

Com essa “prévia” do EWZ, o Ibovespa (IBOV) deve ter uma reação mais amena à decisão. Para Josias Bento, sócio da GT Capital, o movimento do índice no dia seguinte estará muito mais relacionada à interpretação do comunicado e à percepção de risco fiscal.

“O investidor continua exigindo prêmio para carregar ativos brasileiros. Enquanto não tivermos maior previsibilidade fiscal, a Bolsa pode continuar pressionada e os juros longos, elevados”, avalia.

Nesta quarta-feira, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com avançode 1,23%, aos 167.563,47 pontos.

Os juros futuros vão cair?

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, considera o tom do comunicado pode ajudar a conter parte dos prêmios na curva de juros, sobretudo nos vértices intermediários, ao reforçar a percepção de que o BC segue disposto a manter a política “apertada”.

A equipe da Warren Rena também espera um movimento moderado de flattening (achatamento) da curva de juros futuros. Em outras palavras, é o movimento em que a diferença (spread) entre as taxas de juros de curto prazo e de longo prazo diminui.

“Comunicado em tom neutro, com o Copom afastando o risco de uma leitura dovish do cenário que poderia levar à continuidade dos cortes”, afirmaram os estrategistas Luis Felipe Vital, Cecília Mazzoni e Felipe Figueiró.

Antes da decisão, a curva já precificava manutenção da Selic na decisão do Copom em dezembro.

Nesta quarta-feira, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, ficou praticamente estável e fechou a 13,616% ante 13,619% do ajuste anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,995%, ante 15,355% do fechamento de ontem (3), uma queda de 36 pontos-base.

E o dólar?

Nesta quarta-feira, o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,4518, com recuo de 0,65%, na esteira do desempenho do DXY.

Na avaliação de Vitor Kayo, da Nomad, um diferencial de juros entre Brasil e EUA elevado por mais tempo tende a dar algum suporte ao real. “Ainda assim, o dólar seguirá mais sensível às sinalizações fiscais do novo governo do que à política monetária”, afirma.

Para Malu Paolantoni, analista de renda fixa da XP, “o dólar segue como uma posição estrutural numa carteira diversificada, correspondendo a cerca de 15% do patrimônio do investidor para essa classe de ativos”.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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