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Mercados
18/09/2026
3 min

Selic pode cair a 13%, mas eleições ameaçam ações brasileiras, diz executivo da EQI

O cenário de maior volatilidade global, combinado às incertezas geopolíticas e eleitorais, tem levado investidores a repensar suas estratégias de alocação. Em entrevista ao Giro do Mercado, Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI, afirmou que os Bancos Centrais têm recorrido ao aumento dos juros como forma de conter as pressões inflacionárias, enquanto o Brasil […]

Selic pode cair a 13%, mas eleições ameaçam ações brasileiras, diz executivo da EQI

O cenário de maior volatilidade global, combinado às incertezas geopolíticas e eleitorais, tem levado investidores a repensar suas estratégias de alocação.

Em entrevista ao Giro do Mercado, Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI, afirmou que os Bancos Centrais têm recorrido ao aumento dos juros como forma de conter as pressões inflacionárias, enquanto o Brasil segue em uma direção diferente, com espaço para novas reduções da Selic.

O mundo está mais complicado. Temos muita volatilidade, que vem de diferentes partes do planeta”, afirmou Viotto. Segundo ele, o ambiente se tornou menos previsível desde a chegada de Donald Trump ao governo, o que aumenta as dificuldades para empresas e investidores.

Confira a análise completa no Giro do Mercado

Na avaliação do executivo, a combinação entre a falta de previsibilidade econômica e os fatores geopolíticos tem levado os Bancos Centrais a adotar uma postura mais restritiva. Viotto explica que a elevação dos juros funciona como um “remédio amargo” para evitar que a inflação dispare.

Brasil segue na contramão dos juros globais

Enquanto diversas economias buscam conter as pressões inflacionárias com taxas mais elevadas, o Brasil está em um movimento de redução dos juros.

Segundo Viotto, isso ocorre porque o país ainda possui espaço para diminuir a taxa básica, considerando o nível elevado em comparação com seus principais concorrentes.

“Temos uma taxa de juros mais alta e quando pensamos em taxa de juros real, brigamos para ver qual a maior taxa de juros real comparado com outros países. Só perdemos para a Rússia, um país que está em guerra”, explica.

O chefe de banking da EQI avalia que o Banco Central pode continuar reduzindo a Selic gradualmente. “Eu vejo espaço para o Banco Central seguir reduzindo aos poucos, para tentar chegar nos 13% ou um pouco abaixo disso”, afirmou.

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A volatilidade também tem refletido nos fluxos de investimentos. Fundos de ações globais registraram retirada de US$ 23 bilhões, a maior saída mensal em nove meses. Já os mercados emergentes apresentaram perdas agregadas de US$ 1,6 bilhão.

Na visão de Viotto, o movimento de saída de recursos do Brasil envolve tanto investidores estrangeiros quanto locais. Ele explica que parte dos clientes da EQI tem buscado internacionalizar seus investimentos como forma de diversificação, evitando a concentração em aplicações atreladas ao CDI e em ações brasileiras.

O especialista destaca que as eleições acrescentam uma camada de incerteza ao cenário doméstico. Com a possibilidade de um ambiente mais difícil para as empresas no próximo ano, os investidores enfrentam maior dificuldade para identificar quais ações podem oferecer oportunidades.

“Quando a expectativa do mercado é de que o ano que vem seja pior para as empresas, fica difícil saber em qual ação apostar. O que o investidor costuma fazer é vender aquele papel nacional e buscar uma segurança maior lá fora”, disse Viotto.

*Com supervisão de Renan Sousa

AutorCecília de O. Freitas
FonteMoney Times
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