'Sem Tirania': Novo presidente da Colômbia diz que cortará laços com Cuba e Nicarágua

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que pretende romper as relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua e fechar 15 consulados e 14 embaixadas em vários países.
De la Espriella, que toma posse em 7 de agosto, afirmou que fechará embaixadas na Argélia, no Haiti, em Barbados, na Hungria, no Senegal, na Etiópia e na África do Sul, entre outros países.
Ele também anunciou que unificará os escritórios na França e na Itália, onde ainda existem representações em organismos como a Unesco e a FAO.
"No meu governo não haverá vínculo algum com tiranias", disse o presidente direitista, em referência a Cuba e à Nicarágua, embora tenha acrescentado que as decisões "não significam romper relações diplomáticas" com os demais países.O governo da Nicarágua anunciou na semana passada uma reforma legislativa para impedir que partidos de oposição participem das eleições. O presidente do país, Daniel Ortega, está no poder desde 2007 e, na prática, impede uma nova disputa eleitoral quando seu mandato chegar ao fim, em 2027.
Por sua vez, Cuba também é considerada um regime autoritário, liderado pelo Partido Comunista de Cuba desde 1959, que cerceia a oposição e o pluralismo político.
"Com o restante dos países e organismos, a Colômbia manterá suas relações internacionais e garantirá o atendimento de seus cidadãos por meio de outras embaixadas", anunciou De la Espriella nas redes sociais.
Novos planos
O presidente eleito também planeja reabrir a representação colombiana em Jerusalém e ordenará a suspensão da instalação de uma embaixada na Palestina, revertendo iniciativas de seu predecessor,Gustavo Petro, que cortou os laços com Israel em repúdio às operações em Gaza.
De la Espriella afirmou que o fechamento das embaixadas permitirá economizar dinheiro, que será destinado à segurança.
Os planos do presidente eleito também incluem a abertura de uma embaixada na Nigéria que "permitirá reorganizar e tornar mais eficiente" a presença colombiana no continente africano.
Ele informou ainda que a cidade de Barranquilla será a "sede permanente" da Presidência e que transformará a Casa de Nariño, sede do Executivo em Bogotá, "em um museu aberto ao público".
Em meio à polêmica, de la Espriella afirma que assumirá o cargo em uma cerimônia na cidade de Cali, uma iniciativa que deve ser votada no Congresso na próxima semana.
Com informações da AFP
