Senna Tower já consumiu concreto e aço equivalentes a dois prédios de 50 andares

A fundação do Senna Tower, o residencial mais alto do mundo em construção em Balneário Camboriú (SC), atingiu uma escala equivalente à construção de dois edifícios de 50 andares. O cálculo considera o volume de concreto e aço usado apenas no estaqueamento, etapa de construção em que se cravam ou perfuram estacas no solo para formar a fundação profunda de uma edificação.
A obra, desenvolvida pela FG Empreendimentos em parceria com a Marca Senna e a Havan, recebeu ao longo da operação 798 estacas de até 40 metros de profundidade, somando cerca de 30 quilômetros de estrutura fixada na rocha catarinense.
O estaqueamento utilizou um sistema desenvolvido pela própria FG Empreendimentos, com monitoramento integral durante a execução. A tecnologia garantiu precisão técnica e reduziu impactos como ruído e vibração no entorno do canteiro, informou a empresa.
Com isso, o prazo previsto para a fundação foi reduzido de 120 para 70 dias úteis, uma queda de 58% no cronograma da etapa.
Os números da etapa
A fase de estaqueamento consumiu mais de 12 mil m³ de concreto, volume equivalente a cerca de 1.500 caminhões-betoneira, além de aproximadamente 1,8 mil toneladas de aço. Somados, os materiais usados na fundação seriam suficientes para erguer dois edifícios de 50 andares.
Só o bloco central, com 1.660 m² de área, recebeu 7.740 m³ de concreto. A escavação removeu 15.600 m³ de terra, e a primeira fase mobilizou mais de 300 profissionais e até oito grandes máquinas atuando simultaneamente.
Controle térmico rigoroso
A concretagem do bloco central exigiu controle rigoroso de temperatura, já que o concreto precisa se manter abaixo de 27°C durante a aplicação para preservar o desempenho estrutural. A operação trabalhou com média de 24°C e usou mais de 1.600 toneladas de gelo na mistura.
"Construir um empreendimento dessa magnitude significa mobilizar uma operação em uma escala raramente vista na engenharia mundial. Mais do que sustentar a torre, essa fundação representa a base de um projeto concebido para colocar a engenharia e o mercado imobiliário brasileiros entre as maiores referências do mundo", afirma Gustavo Simas, diretor de Produção da FG Empreendimentos, no comunicado sobre a evolução da obra.
Para Stéphane Domeneghini, diretora executiva da Talls Solutions e engenheira responsável pelo projeto, a fundação exigiu anos de pesquisa e integração entre disciplinas de engenharia para estabelecer um novo patamar de precisão e segurança no país.
Um dos maiores empreendimentos residenciais do mundo
Com investimento estimado em mais de R$ 3 bilhões e VGV de R$ 8,5 bilhões, o Senna Tower terá 228 unidades residenciais, entre mansões suspensas, apartamentos de até 400 m², coberturas duplex e megacoberturas triplex. As maiores unidades chegam a 903 m² e são avaliadas em mais de R$ 400 milhões.
O projeto completo prevê 145 mil m² de área construída, 130 mil m³ de concreto e 28 mil toneladas de aço ao final da obra. A torre, que já figura entre os maiores empreendimentos residenciais em construção no mundo, deve superar os 500 metros de altura quando concluída.
