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InvestMercados
15/07/2026
5 min

Serviços no Brasil, PPI dos EUA e Livro Bege do Fed: o que move os mercados

Serviços no Brasil, PPI dos EUA e Livro Bege do Fed: o que move os mercados

Os mercados começam a quarta-feira, 15, atentos a uma agenda econômica carregada, com indicadores de inflação nos Estados Unidos, dados de atividade no Brasil e na Europa, além da divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O foco dos investidores permanece sobre atrajetória dos juros americanos após o CPI de junho vir abaixo das expectativas na terça, 14, e reforçar a percepção de que o Fed pode manter o ciclo de flexibilização monetária.

O que acompanhar

Às 9h30, o Bureau of Labor Statistics (BLS) divulga o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a junho. O indicador mede a variação dos preços recebidos pelos produtores e é acompanhado pelo mercado por seus possíveis impactos sobre a inflação ao consumidor.

Em maio, o PPI avançou 1,1% na comparação mensal e acumulou alta de 6,5% em 12 meses. Para junho, a expectativa é de desaceleração, com projeção de alta anual de 6,2%.

Outro destaque da agenda americana é a divulgação do Livro Bege do BC dos EUA, às 15h. O relatório reúne informações sobre as condições econômicas dos 12 distritos do Federal Reserve e serve como um dos materiais de apoio paraas decisões de política monetária. O documento será acompanhado em busca de sinais sobre o comportamento da atividade, do mercado de trabalho, dos preços e dos impactos das condições financeiras sobre a economia americana.

Antes disso, às 9h30, também será divulgado o índice de atividade industrial Empire State, do Fed de Nova York. O indicador, que mede a atividade manufatureira na região, registrou 5,7 pontos em junho.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h o desempenho do setor de serviços em maio. O indicador é acompanhado como uma sinalização da força da atividade econômica doméstica. Em abril, o volume de serviços prestados avançou 1,2% na comparação mensal e acumulou alta de 1,9% em 12 meses.

Às 14h30, o Banco Central divulga os dados semanais do fluxo cambial até 10 de julho. Na semana anterior, o saldo ficou negativo em US$ 4,281 bilhões.

No exterior, a Eurostat publica às 6h os dados de produção industrial da zona do euro. Em abril, o indicador avançou 0,1% na comparação mensal e 0,3% em 12 meses, enquanto o mercado espera queda anual de 0,5%.

Às 11h30, a Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) divulga os estoques semanais de petróleo bruto. Na última leitura, os estoques tiveram queda de 2,998 milhões de barris.

O mercado também acompanha decisões de política monetária. O Banco do Canadá anuncia sua decisão sobre juros às 10h45. Na reunião anterior, a autoridade manteve a taxa em 2,25%. Já o Banco da Coreia do Sul divulga sua decisão às 22h, após manter os juros em 2,5% na última reunião.

Agenda política e comercial no radar

No cenário político, termina nesta quarta-feira o prazo para o Brasil adotar medidas corretivas indicadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em uma tentativa de evitar a aplicação de uma tarifa de exportação de 25% sobre produtos brasileiros.

Também está prevista a divulgação de uma pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial. Em meio às eleições, a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve apresentar o plano “Brasil por Elas”, voltado ao eleitorado feminino. Outra pesquisa prevista é da Real Time Big Data para o governo do Ceará.

Balanços dos bancos americanos chegam à reta final

No mercado corporativo, a quarta-feira marca o encerramento da rodada de balanços dos grandes bancos dos Estados Unidos, iniciada nesta terça-feira com resultados de instituições como Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Citigroup.

O Morgan Stanley divulga seus números antes da abertura dos mercados americanos e fecha a sequência de resultados dos principais bancos de Wall Street.

Também está prevista a divulgação dos resultados da gestora BlackRock, maior administradora de ativos do mundo. O mercado acompanha os números da companhia em meio ao ambiente de juros, valorização dos mercados acionários e mudanças nos fluxos de investimentos.

No setor aéreo, a United Airlines também apresenta seus resultados trimestrais, com atenção para a demanda por viagens, custos operacionais e perspectivas para o restante do ano.

A dúvida é se toda essa agenda sustentará o otimismo dos mercados. Na véspera, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O movimento acompanhou o alívio no exterior após a inflação americana surpreender positivamente o mercado. O volume financeiro negociado foi de R$ 21,9 bilhões. No câmbio, o dólar à vista caiu 1,05%, encerrando o dia cotado a R$ 5,078.

Em Nova York, os índices também fecharam no campo positivo. O S&P 500 avançou 0,38% e o Nasdaq subiu 0,90%, impulsionados pelo dado de inflação e pelos balanços dos bancos.

O Goldman Sachs ganhou 9% e JPMorgan avançou 2,5% após resultados acima das expectativas, enquanto o Citigroup recuou 5,29%. A IBM foi o destaque negativo, com queda de 25,21% após uma prévia de receita abaixo das projeções.

AutorClara Assunção
FonteExame
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