Shein aceita pagar US$ 100 milhões para encerrar apuração nos EUA, diz Reuters
Investigação da FTC envolve atrasos e reclamações de consumidores; termos completos do acordo não foram divulgados

RESUMO +
A Reuters relata acordo entre Shein e FTC. A investigação envolve entregas e reclamações. A empresa confirmou um desfecho construtivo. Os detalhes ainda são limitados.
A Shein concordou em pagar US$ 100 milhões para encerrar uma investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), segundo fonte com conhecimento direto ouvida pela Reuters nesta sexta-feira, 23.
À agência, a varejista confirmou um resultado construtivo e prometeu mais informações. A FTC não comentou. Os termos completos não foram divulgados.
O tema coloca o atendimento ao consumidor no centro da operação de comércio eletrônico. A EXAME já mostrou a pressão dos custos de entrega sobre a Shein.
O que ainda falta saber sobre o acordo
Não foram detalhadas penalidades, restituições ou eventual admissão de responsabilidade. Não há reembolso anunciado aos consumidores.
O acordo reportado é um episódio específico. O histórico da companhia inclui outros desafios, como mostrou a EXAME ao examinar sua perda de valor antes da abertura de capital.
O que a FTC exige dos vendedores sobre prazos
A regra federal sobre pedidos por correio, internet ou telefone exige que vendedores tenham base razoável para cumprir o prazo de envio anunciado. Quando nenhum prazo é informado, a referência prevista na regra é de 30 dias.
Se não conseguir enviar a mercadoria no prazo prometido, o vendedor deve obter o consentimento do comprador para o atraso ou devolver o pagamento pelo produto não enviado, segundo a explicação oficial da FTC.
Essas são exigências gerais apresentadas pela agência. Elas ajudam a entender por que promessas de envio recebem fiscalização, mas não substituem os termos do acordo específico com a Shein. Prazo de envio e data em que uma encomenda chega ao destinatário também são etapas distintas da operação.
