Simpar vende operação da CS Porto Aratu por R$ 1,8 bilhão

A Simpar (SIMH3) informou nesta quinta-feira, 23, que assinou um contrato de compra e venda vinculante com a ICTSI Americas B.V. para a venda de 100% da HSIM Participações e Holding, empresa que detém integralmente a CS Porto Aratu. A transação foi fechada por um valor de empresa, enterprise value, de R$ 1,8 bilhão.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o valor da operação é composto por R$ 750 milhões de equity value, valor patrimonial, e R$ 1,0 bilhão em dívida líquida, considerando a posição do primeiro trimestre de 2026.
O pagamento do equity value será feito em duas etapas. Do total, R$ 650 milhões serão pagos no fechamento da transação, enquanto os R$ 100 milhões restantes serão desembolsados na forma de earn-out, em até 18 meses após a conclusão da operação.
O fechamento do negócio ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a autorização do poder concedente. De acordo com a Simpar informou, o Bradesco BBI atuou como assessor financeiro da operação.
Negócio é geração de valor, diz Simpar
No comunicado, a Simpar afirma que a venda reflete sua estratégia de investir, desenvolver e monetizar ativos de infraestrutura, destacando a disciplina na alocação de capital e a geração de valor dos investimentos realizados.
A companhia informou que o enterprise value combinado de seus três ativos de infraestrutura sob gestão — Ciclus Rio, Ciclus Amazônia e CS Porto Aratu — soma R$ 3,9 bilhões, com taxa interna de retorno (TIR) média de 36% ao ano, retorno de 24 pontos percentuais acima do CDI e de 30 pontos percentuais acima do Ibovespa no mesmo período, além de múltiplo sobre o capital investido (MOIC) de 2,9 vezes em um prazo médio de 3,3 anos.
Em relação à CS Porto Aratu, a empresa informou que investiu R$ 128 milhões de capital próprio no ativo, o que resultou em um MOIC de 5,8 vezes em um prazo médio de 3,6 anos. O CS Portos foi desenvolvido nos últimos anos e opera os terminais ATU-12 e ATU-18 no Porto de Aratu, na Bahia, voltados para a movimentação e armazenamento de granéis sólidos, como fertilizantes, minérios e commodities agrícolas.
ASimpar também destacou que realizou cerca de R$ 900 milhões em investimentos para transformar a operação portuária. Entre os principais projetos citados estão a construção integral do terminal ATU18, a modernização do terminal ATU12, a ampliação da capacidade de armazenagem para 270 mil toneladas, a realização de dragagem e a instalação de novos equipamentos.
Segundo a companhia, essesinvestimentos permitiram ampliar em cinco vezes a capacidade operacional da CS Porto Aratu em quatro anos, elevando o potencial de movimentação para 9,5 milhões de toneladas por ano.
A empresa também afirmou que o ativo foi desenvolvido como uma infraestrutura logística estratégica para o corredor agrícola do MATOPIBA, que envolve Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, apta a operar navios Panamax e com potencial para evoluir para operações com embarcações Post-Panamax.
