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17/09/2026
2 min

SLC Agrícola (SLCE3): após cortes, Citi volta a elevar preço-alvo; o que mudou?

O Citi elevou o preço-alvo da SLC Agrícola (SLCE3) de R$ 14,50 para R$ 18, um aumento de 24,1%, após revisar suas projeções de resultados e incorporar perspectivas mais favoráveis para as margens da companhia. Apesar da mudança, o banco manteve a recomendação neutra para as ações. Em junho e julho, o banco havia reduzido […]

SLC Agrícola (SLCE3): após cortes, Citi volta a elevar preço-alvo; o que mudou?

O Citi elevou o preço-alvo da SLC Agrícola (SLCE3) de R$ 14,50 para R$ 18, um aumento de 24,1%, após revisar suas projeções de resultados e incorporar perspectivas mais favoráveis para as margens da companhia. Apesar da mudança, o banco manteve a recomendação neutra para as ações. Em junho e julho, o banco havia reduzido o preço-alvo para a ação.

No relatório divulgado na quarta-feira (16), os analistas atualizaram o modelo com os dados do segundo trimestre de 2026 e novas estimativas macroeconômicas e para as commodities.

O banco aumentou as projeções de Ebitda para 2027 e 2028, refletindo custos de produção inferiores aos previstos anteriormente e preços mais elevados dos produtos agrícolas. Segundo o Citi, a valorização das commodities provavelmente reflete, entre outros riscos, preocupações com a possibilidade de um Super El Niño.



O fenômeno climático, porém, também ajuda a explicar a cautela com a ação. Embora possa sustentar os preços agrícolas, o El Niño representa um risco para a produtividade da SLC na safra 2026/27, em razão de seus possíveis impactos no Brasil.

Além da incerteza climática, o Citi aponta uma geração de caixa livre ainda limitada no curto prazo. O banco estima um retorno do fluxo de caixa livre recorrente sobre o valor de mercado de 1% a 3% em 2026 e 2027. Já o múltiplo entre o valor da empresa e o Ebitda fica entre 6,4 e 6,6 vezes.

Ainda assim, os analistas enxergam espaço para um cenário melhor que o projetado caso os preços dos grãos e do algodão superem suas estimativas.

Entre os fatores que poderiam sustentar essas cotações, o relatório cita a seca nos Estados Unidos, possíveis interrupções na região do Mar Negro, preços mais altos do poliéster e o aumento dos custos de produção de grãos, principalmente com energia e fertilizantes.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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