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26/06/2026
3 min

SLC Agrícola (SLCE3) exerce preferência para aquisição de terras do Grupo Radar no Mato Grosso

SLC Agrícola (SLCE3) exerce preferência para aquisição de terras do Grupo Radar no Mato Grosso

A SLC Agrícola (SLCE3) comunicou nesta sexta-feira (26) que exerceu de forma irrevogável e irretratável, o direito de preferência para a aquisição da totalidade dos imóveis rurais que compõem o portfólio denominado “Bloco Mato Grosso”, do Grupo Radar.

A companhia disse que o valor total da transação alcançou R$1,85 bilhão, com sinal de R$700 milhões a ser depositado em conta vinculada em até cinco dias úteis, enquanto o saldo de R$1,15 bilhão será pago na data da lavratura.

O bloco compreende um conjunto de propriedades localizadas no Mato Grosso, de aproximadamente 41.214 hectares físicos de área de matrícula, que correspondem a aproximadamente a 28,8 mil hectares agricultáveis, que historicamente oportunizam 100% de plantio de segunda safra, afirmou a SLC. Em relação aos 28,8 mil hectares agricultáveis, a SLC disse que já opera 17,6 mil hectares.

“A aquisição será realizada na modalidade ‘porteira fechada’, em caráter indivisível e em igualdade de condições com a proposta recebida pelas proprietárias dos ativos”, acrescentou em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

BTG vê expansão e SLC Agrícola capturando oportunidades

De acordo com o BTG Pactual, a SLC reforçou durante seu o Investor Day sua estratégia resiliente a ciclos do agronegócio, destacando que o ambiente para o segue desafiador, com custos de insumos mais elevados, margens pressionadas e incertezas para a safra 2026/27, mas também cria oportunidades para empresas com balanço robusto.

A companhia vê fundamentos construtivos para soja e algodão no longo prazo, diante de uma oferta global mais restrita e da manutenção do crescimento da demanda, embora os fertilizantes continuem pressionando a rentabilidade no curto prazo.



A administração destacou que o setor pode estar migrando de uma crise de balanço patrimonial para uma crise de rentabilidade, cenário no qual a SLC pretende continuar expandindo e capturando oportunidades.

“Entre os destaques operacionais estão os avanços em irrigação, que aumentam a produtividade e reduzem riscos climáticos, e o forte crescimento da SLC Sementes, que vem ganhando participação de mercado em soja e algodão”, explicam Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.

A reforma tributária foi apontada como positiva para o setor, apesar da maior necessidade de capital de giro, enquanto o portfólio de terras foi reavaliado em R$13,5 bilhões, com valorização de 1% no comparativo anual.

As estimativas foram revisadas para refletir custos mais elevados e margens menores nos próximos anos, mantendo um cenário de curto e médio prazo pressionado. Ainda assim, a combinação de escala, produtividade acima da média, qualidade dos ativos e potencial de valorização das commodities sustenta a recomendação de compra do BTG, com preço-alvo de R$20 por ação.

*Com informações da Reuters

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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