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InvestMercadosACS
30/10/2026
4 min

Só 12 ações do Ibovespa subiram em outubro; veja quais escaparam do tombo

Ações no azul em 2026 caem de 42 para 19 depois de outubro; veja a lista

Só 12 ações do Ibovespa subiram em outubro; veja quais escaparam do tombo

Outubro foi um mês para poucos na bolsa brasileira. Das 76 ações da carteira do Ibovespa, só 12 fecharam o mês no positivo, considerando as cotações desta sexta-feira, 30, último pregão do mês, em relação ao fechamento de 30 de setembro. As outras 64 recuaram, e metade da lista perdeu mais de 15% no período. Ao todo, 51 papéis caíram mais de 10% e 26 perderam mais de um quinto do valor.

O estrago se concentrou na última semana. Depois da reeleição de Lula no segundo turno, em 25 de outubro, o Ibovespa despencou 13,88% no dia 26, com o circuit breaker acionado pela primeira vez desde a pandemia, e voltou a cair em todos pregões seguintes. O índice teve a pior semana em quase 7 anos, recuando 18% no período.

Petroleiras lideram a pequena lista de altas

A maior alta do mês foi da PRIO, com ganho de 17,39%. A Petrobras veio logo atrás, com avanço de 11,40% nas ações ordinárias (PETR3) e de 7,31% nas preferenciais (PETR4). A Brava Energia também escapou do vermelho, com leve alta de 0,93%. Com isso, quatro das 12 exceções de outubro são do setor de petróleo.

As petroleiras já vinham na frente em 2026, impulsionadas pela alta estrutural no preço do petróleo, com restrições no Estreito de Ormuz, e ampliaram distância das demais. As ações ordinárias da Petrobras acumulam 84,25% de alta no ano, as preferenciais sobem 71,64% e a PRIO, 71,19%. São os três melhores desempenhos do ano entre as ações analisadas.

A Suzano teve a segunda maior alta do mês, de 15,90%. No pregão seguinte ao segundo turno, quando a bolsa desabou, a fabricante de celulose subiu 10,50%, em um dia de ganhos para exportadoras, com o dólar mais forte. A Embraer, outra empresa com receita em dólar, terminou outubro com alta de 2,37%.

As seguradoras ligadas a bancos públicos também ficaram no azul. A Caixa Seguridade subiu 7,55% e a BB Seguridade, 5,46%. Especialistas ouvidos pela EXAME colocam o setor entre os que podem resistir a um cenário de juros altos por mais tempo aumentam a remuneração das reservas das seguradoras.

Completam a lista as teles TIM (+4,58%) e Vivo (+2,99%) e as siderúrgicas Gerdau (+3,54%) e Metalúrgica Gerdau (+1,55%).

Vamos, Cosan e Cyrela lideram as perdas

Na ponta oposta, a Vamos teve o pior desempenho do mês, com queda de 44,65%. Só no dia seguinte ao segundo turno, a ação da locadora de caminhões perdeu 56,79%. A Cosan recuou 41,16% e a Cyrela, 37,12%.

A Hapvida caiu 37,03% em outubro, depois de um tombo de 54,93% no pregão de 26 de outubro. Fecham a lista das dez maiores quedas Minerva (-35,28%), C&A (-33,77%), CSN (-32,76%), Cogna (-31,90%), Localiza (-30,79%) e Usiminas (-29,87%).

Parte desses nomes aparece entre as empresas endividadas que, segundo analistas, tendem a sofrer mais com juros altos por mais tempo, caso de Cosan, Localiza e Vamos.

Gigantes da bolsa também tiveram um mês duro. O Banco do Brasil caiu 28,61%, o Magazine Luiza perdeu 28,28%, o Assaí recuou 27,90% e a B3, dona da própria bolsa, cedeu 26,77%. Entre os bancos privados, o Bradesco caiu 25,20% nas ações preferenciais e o Itaú, 12,62%.

Ações com ganho em 2026 caem pela metade

Outubro também apagou boa parte dos ganhos acumulados no ano. Até o fim de setembro, 42 das 76 ações analisadas subiam em 2026. Depois do mês, só 19 seguem no positivo. Nenhuma ação fez o caminho inverso: Suzano, TIM e Vivo subiram em outubro, mas continuam no negativo no ano, com quedas de 3,34%, 11,41% e 6,23%, respectivamente.

A virada mais forte foi a da Vamos, que acumulava alta de 32,72% em 2026 até setembro e agora cai 26,54% no ano. A Cyrela passou de ganho de 13,44% para perda de 28,67%. O Banco do Brasil saiu de alta de 6,41% para queda de 24,03%, e o Bradesco (PN), de 1,87% para -23,80%.

Outros nomes trocaram de lado por pouco. O Itaú, que subia 13,10% no ano, agora recua 1,17%. O BTG Pactual passou de alta de 22,82% para queda de 1,28%. A B3, que acumulava 36,56%, voltou exatamente ao preço do início do ano.

Entre as que ainda sustentam ganho em 2026, algumas viram o colchão encolher. A Ultrapar caiu de alta de 79,54% para 51,45%, o Assaí de 50,14% para 8,24% e a Vibra de 44,25% para 14,91%.

No outro extremo, a Hapvida tem o pior desempenho do ano, com queda de 71,15%. Na sequência aparecem Cosan (-55,62%), CSN (-55,40%), Minerva (-52,51%) e Cogna (-49,52%).

AutorMitchel Diniz
FonteExame
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