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CarreiraACS
25/07/2026
3 min

‘Sobre a escala 6x1, não sou radicalmente contra nem a favor’, diz Luiza Helena Trajano

‘Sobre a escala 6x1, não sou radicalmente contra nem a favor’, diz Luiza Helena Trajano

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força no Brasil nos últimos meses, impulsionada por propostas de mudança na jornada de trabalho e pelo debate sobre qualidade de vida. Para Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza e fundadora do Grupo Mulheres do Brasil, o tema exige cautela e não pode ser tratado de forma polarizada.

Em entrevista à EXAME, a empresária afirmou que a redução da jornada deve ser analisada levando em conta as diferentes realidades dos setores da economia, além dos interesses de trabalhadores e empresas.

"É uma coisa muito séria para ser feita. Eu tenho empresas em que as mulheres não querem fazer isso e outras em que querem. Então tem que haver uma discussão que envolve todos os lados para entender essa realidade", afirma.

Segundo Trajano, a pandemia mudou a forma como muitas pessoas enxergam o trabalho, aumentando a busca por mais tempo livre e convivência familiar. Ao mesmo tempo, ela pondera que eventuais mudanças precisam preservar a capacidade produtiva das empresas.

"Hoje as pessoas querem ter mais dias livres com a família depois da Covid, mas também acho que não pode prejudicar a produção", diz.

A proposta que acaba com a escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e ainda depende de votação no Senado Federal para entrar em vigor.

Debate deve envolver toda a sociedade

Na avaliação da empresária, a discussão não deve ser conduzida apenas por empresários ou trabalhadores, mas envolver diferentes segmentos da sociedade para encontrar um modelo equilibrado.

"Tem que ter uma equação para entender melhor isso. Eu não sou radicalmente contra e não sou radicalmente a favor. Acho que a gente tem que discutir isso com a sociedade", afirma.

Summit vai discutir futuro do trabalho e liderança feminina

As transformações no mercado de trabalho, incluindo temas como inteligência artificial, empregabilidade, empreendedorismo e os novos modelos de jornada, estarão no centro das discussões do Summit Mulheres nas Profissões, promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil.

O evento acontece nos dias 4 e 5 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, e deve reunir profissionais de diferentes áreas, especialistas, empresas, universidades e lideranças para debater os desafios das carreiras no país. A programação contará com oito palcos simultâneos, mentorias, oficinas, orientação para elaboração de currículos, treinamentos sobre LinkedIn e redes sociais, além de demonstrações de ferramentas de inteligência artificial.

Segundo Trajano, o encontro também marca o início de um movimento para ampliar a presença feminina em cargos de liderança e construir propostas para reduzir as desigualdades no mercado de trabalho.

"Não é só um summit. É um movimento. Vamos ouvir as mulheres, entender onde estão os gargalos e construir um planejamento com metas, avaliação e prestação de contas", afirma.

Como participar?

O ingresso custa R$ 100 pelos dois dias e pode se inscrever no site do evento. De acordo com a empresária, o valor simbólico foi adotado para reduzir o índice de inscrições de pessoas.

AutorLayane Serrano
FonteExame
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