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Future of MoneyCPTO
24/08/2026
2 min

Stablecoins precisam mostrar vantagem mesmo que cobrem IOF, diz Visa

Exectivo também falou sobre a presença da empresa de pagamentos no consórcio Open Standard, que terá a própria stablecoin

Stablecoins precisam mostrar vantagem mesmo que cobrem IOF, diz Visa

O benefício das stablecoins para o mercado deve ir além do diferencial de transações internacionais com este tipo de moeda não pagar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A opinião é de Eduardo Abreu, vice-presidente de novos negócios da Visa, que falou durante painel na Febraban Tech 2026.

“Não pode ancorar o benefício só em não pagar IOF. Sabemos que isso é motivo de discussão no governo”, lembrou o executivo.

No começo do ano, o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo faria uma consulta pública para um decreto no qual passaria a cobrar IOF das transações com stablecoins. Porém, nem consulta nem decreto foram publicados, diante de uma avaliação de que a pauta geraria muita resistência e poderia ser judicializada em ano de eleição, algo que traria um desgaste desnecessário neste momento.

Mesmo assim, a ideia nunca foi totalmente abandonada e voltou à tona quando o Banco Central emitiu uma nota técnica afirmando que stablecoins deveriam ser consideradas moedas eletrônicas e não ativos virtuais.

Instituições tradicionais entram em stablecoins

Abreu afirmou que a Visa tem 180 programas envolvendo stablecoins no mundo, sendo 50 só no Brasil entre cartões com pagamento em criptomoedas e parcerias com corretoras do setor. Além disso, a empresa também faz parte do consórcio Open Standard, que pretende lançar uma stablecoin própria chamada Open USD.

“Em um mês, US$ 1,8 trilhão foram transacionados em stablecoins. Não dá mais para dizer que isso é hype”, comentou o executivo da Visa.

Ao lado dele, Julia Rosin, presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), disse que o consórcio Open Standard mostra a necessidade de vários participantes do mercado se movimentarem para adotar stablecoins.

“Quando olhamos para isso, a vantagem vai muito além do IOF. Por natureza já será uma infraestrutura mais barata para transferências internacionais”, defendeu Rosin.

Stablecoins são criptomoedas de preço atrelado ao de alguma divisa tradicional, como o dólar na paridade de 1:1. Na prática, funcionam como uma representação do dólar em blockchain, mas com negociação 24/7 e sem os controles de capital que costumam existir no mercado de câmbio tradicional.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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