Stablecoins saíram de 3,5% para 80% dos criptoativos declarados por brasileiros, diz Receita

A Receita Federal informou que entre agosto de 2019 e setembro de 2025 foram declarados R$ 1,58 trilhão em compra e venda de criptoativos por brasileiros. Desse total, cerca de R$ 1,13 trilhão se refere a stablecoins.
Stablecoins são criptomoedas cujo preço é sempre igual ao de alguma moeda tradicional como o dólar. Na prática, elas funcionam como representações digitais em blockchain do câmbio tradicional. A vantagem de comprar uma stablecoin de dólar em vez da divisa norte-americana em si é a possibilidade de negociar 24/7 sem controle cambial e sem pagar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Em 2019, as stablecoins respondiam por apenas 3,5% de todo o volume de criptoativos declarados por brasileiros. A participação disparou para 79,7% em 2022 e teve um ápice de 91,5% em 2023, chegando a bater 94,3% em julho daquele ano.
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De acordo com a Receita, a valorização de outros criptoativos fez com que o volume caísse entre 2024 e 2025, sendo que no ano passado as stablecoins se estabilizaram em 80% de todos os ativos digitais detidos por brasileiros.
Gráfico do volume mensal de operações declaradas com stablecoins à Receita
Um outro dado relevante é que a stablecoin de dólar USDT, emitida pela Tether, respondeu por 88,7% de todo o volume declarado neste tipo de criptomoeda, no equivalente a R$ 1 trilhão.
Maior concorrente do USDT, o USDC, da Circle, teve uma fatia de apenas 7,1% das stablecoins nas mãos de brasileiros. O pódio se completa com o BRZ, stablecoin de real da Transfero, com 3,4%.
Por fim, o número de operações com stablecoins também disparou no Brasil. Em 2025, o país teve 185,7 milhões de transações com essas criptomoedas. O recorde foi em novembro de 2024, quando foram registradas 18,2 milhões de operações.
