‘Staking’ de criptoativos voltará à mira da regulação, diz BC
Executivo do Banco Central afirmou que entende que o mercado reaja a cada nova regra como "fim do mundo"

O auditor e head de unidade do Banco Central, Nagel Paulino, disse que alguns temas que apareceram nas consultas públicas de criptoativos, mas não foram endereçados na regulação inicial, serão retomados. Um deles é o staking de criptoativos.
“Fizemos algumas consultas públicas que trouxeram elementos que não aproveitamos nessa regulação incial, como é o caso do staking”, afirmou Paulino. Staking é uma forma de deixar criptoativos bloqueados em uma rede blockchain para ajudar a validar transações e, em troca, receber recompensas.
Na prática, para o investidor, é como deixar dinheiro em um título e receber um rendimento de juros ao longo do tempo. Só que esse rendimento é em criptomoeda e não em divisa tradicional.
Regulação mais dura
Paulino falou também que a questão da regulação ainda traz dificuldades para as empresas do setor cripto e de inovação. “A instituição começa com um produto brilhante, mas pequena, intensiva em tecnologia e com algumas vulnerabilidades. Precisa sofisticar até conseguir transformar em algo condizente com a segurança do sistema financeiro”, defendeu.
O auditor do BC disse que o mercado reage a cada nova regra “como se fosse um fim do mundo”, mas acredita que isso é compreensível. “É uma carga regulatória intensa e para um período relativamente curto”, admitiu.
