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Sacre Investimentos
NegóciosMPOL
22/07/2026
4 min

Startup de plano de medicamentos capta R$ 2,5 milhões e mira R$ 150 milhões até 2030

Startup de plano de medicamentos capta R$ 2,5 milhões e mira R$ 150 milhões até 2030

A Medipreço, startup que oferece planos de medicamentos como benefício corporativo, acaba de captar R$ 2,5 milhões para acelerar sua expansão comercial e ampliar o uso deinteligência artificial na plataforma. O aporte foi realizado pela BDev Ventures, fundo de venture capital sediado no Vale do Silício.

Fundada em 2020, a Medipreço alcançou o breakeven no final de 2023 e cresceu dez vezes nos últimos 24 meses. "Encontramos nosso primeiro mercado endereçável nas grandes empresas, e isso tem sustentado um crescimento consistente da operação”, diz Bruno Oliveira, CEO e fundador da Medipreço.

Na prática, as empresas que contratam a solução disponibilizam um saldo para que seus funcionários comprem medicamentos. O valor pode ser utilizado pelo aplicativo da healthtech ou em farmácias físicas.

Com a ampliação da equipe de vendas e o desenvolvimento de novas funcionalidades baseadas em IA,a meta é triplicar de tamanho anualmente e alcançar R$ 150 milhões em faturamento até 2030.

Onde o dinheiro será investido

A captação de R$ 2,5 milhões chegou de forma orgânica. "A companhia já estava em breakeven e não estávamos com uma rodada aberta. O fundo se aproximou, gostou do negócio e fez uma proposta de investimento que entendemos ser uma boa oportunidade”, afirma Oliveira.

Essa é a quarta captação da healthtech. Antes disso, a Medipreço passou por uma aceleração, uma rodada anjo e um pré-seed. Segundo o fundador, a entrada de um fundo americano representa um avanço estratégico, já que o mercado de planos de medicamentos nos Estados Unidos está em estágio mais avançado do que no Brasil.

"Ter um investidor que já acompanhou esse ecossistema funcionando traz expertise, abre portas para novos investidores qualificados e acelera o crescimento da companhia”, diz.

Hoje, a empresa utiliza inteligência artificial para ler e validar as receitas dos usuários. Com o investimento, a expectativa é desenvolver agentes capazes de identificar padrões de consumo de medicamentos, prever riscos de adoecimento e automatizar ainda mais a jornada de compra, além de permitir que, no futuro, o atendimento seja realizado pelo WhatsApp.

“Temos informações de comportamento de consumo que nos ajudam a entender se um usuário pode desenvolver uma doença. A ideia é ajudar todo o ecossistema, sempre dentro das regras da LGPD e da política de privacidade, a evitar o adoecimento com o uso de inteligência artificial.”

Parte do aporte será destinada ao crescimento da equipe comercial, com foco na captação de grandes companhias. “Temos um modelo de distribuição comercial muito focado em canais. As principais corretoras de seguros hoje revendem a nossa solução, também estamos bem posicionados nas companhias de benefícios e vale-refeição”, diz.

A origem da Medipreço

Após mais de uma década desenvolvendo tecnologia para o setor de saúde e quatro anos trabalhando dentro de hospitais universitários federais, Bruno Oliveira percebeu uma dificuldade recorrente: o acesso ao tratamento.

“Temos um problema clássico de focar na gestão das pessoas doentes e pouco na prevenção ou em permitir que as pessoas tenham acesso ao tratamento. Se elas conseguem se tratar, evitam o agravamento da doença”, diz.

Foi para enfrentar esse problema que fundou a healthtech em 2020. A empresa encontrou seu primeiro mercado escalável nas grandes empresas, que passaram a oferecer o benefício aos colaboradores. Já são 500 mil vidas atendidad e mais de 100 clientes, entre grandes empresas e planos de saúde.

Nos últimos dois anos, a startup cresceu dez vezes. A expectativa agora é manter o ritmo de expansão, triplicando a receita anualmente e alcançando R$ 150 milhões em faturamento até 2030.

Com o aporte concluído, a startup agora prepara o caminho para uma futura rodada Série A, embora ainda sem prazo definido para acontecer.

A aposta da Medipreço é que o benefício de medicamentos siga trajetória semelhante à dos planos odontológicos e de academias no Brasil.

“Esperamos que a população brasileira tenha uma cobertura digna de medicamentos. Então, atendemos quem tem interesse em pagar a medicação, sejam empresas, planos de saúde, prefeituras, municípios ou o governo”, diz.

"Esse movimento é inevitável porque gera economia, melhora a saúde das pessoas e reduz a pressão sobre o sistema de saúde", completa Gianluca Xande, COO da Medipreço.

AutorBianca Camatta
FonteExame
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