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Mundo
31/05/2026
2 min

Surto de ebola na África já soma mais de 1.100 casos suspeitos

Surto de ebola na África já soma mais de 1.100 casos suspeitos

Mais de 1.100 casos suspeitos de ebola seguem sob investigação na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, segundo informou o diretor-geral da Agência de Saúde da União Africana (UA), Jean Kaseya, em artigo publicado neste domingo, 31, no jornal Financial Times.

Até sábado, os dois países haviam confirmado 263 casos de ebola e 43 mortes relacionadas à doença.

De acordo com Kaseya, o número elevado de ocorrências suspeitas reforça a necessidade de acelerar as medidas de contenção para evitar a disseminação do vírus na região.

“Devemos agir na velocidade da epidemia”, afirmou o dirigente da agência de saúde da União Africana.

O alerta ocorre em meio aos esforços coordenados entre os governos da RDC, Uganda e Sudão do Sul para fortalecer a resposta ao surto.

Recentemente, os ministros da Saúde dos três países aprovaram um plano conjunto de US$ 319 milhões para ampliar ações de vigilância, diagnóstico e atendimento às populações afetadas.

Segundo Kaseya, a mobilização regional precisa ganhar escala em todo o continente diante do risco de novos surtos da doença.

“Esse impulso deve agora se estender por toda a África. Este surto não será o último”, escreveu.

Surto de Ebola

O atual surto foi declarado oficialmente em 15 de maio na província de Ituri, no nordeste da RDC. O país, que tem mais de 100 milhões de habitantes, enfrenta desafios estruturais no sistema de saúde e registra surtos recorrentes da doença há décadas.

A variante responsável pelos casos registrados atualmente é a Bundibugyo, uma cepa do vírus ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico aprovado.

A ausência de imunizantes direcionados à variante Bundibugyo aumenta a preocupação das autoridades sanitárias com a capacidade de contenção do surto.

O ebola é transmitido pelo contato com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas. A transmissão ocorre apenas após o surgimento dos sintomas, enquanto o período de incubação pode chegar a 21 dias.

Identificada pela primeira vez em 1976, a doença provoca febre hemorrágica grave e apresenta taxas elevadas de mortalidade, especialmente em regiões com acesso limitado a serviços de saúde.

AutorAndré Martins
FonteExame
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