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06/10/2026
3 min

Suzano (SUZB3): BTG vê potencial de alta de 62% e melhora no curto prazo, mas alerta faz alertas

A Suzano (SUZB3) encontra um ambiente mais favorável para os preços da celulose no curto prazo, mas a expansão da oferta global deve tornar 2027 mais desafiador. Nesse cenário, reduzir a alavancagem e melhorar a rentabilidade dos negócios adquiridos permanecem no centro da estratégia da companhia, segundo o BTG Pactual. Em relatório desta semana, após […]

Suzano (SUZB3): BTG vê potencial de alta de 62% e melhora no curto prazo, mas alerta faz alertas

A Suzano (SUZB3) encontra um ambiente mais favorável para os preços da celulose no curto prazo, mas a expansão da oferta global deve tornar 2027 mais desafiador. Nesse cenário, reduzir a alavancagem e melhorar a rentabilidade dos negócios adquiridos permanecem no centro da estratégia da companhia, segundo o BTG Pactual.

Em relatório desta semana, após encontro com Marcos Assumpção, diretor financeiro, e Camila Nogueira, diretora de Relações com Investidores da Suzano, o banco manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 72. O valor representa potencial de valorização de 62,3% sobre a cotação de R$ 44,35 utilizada no documento.

Para os analistas, a empresa segue concentrada nos fatores que pode controlar: custos, investimentos, endividamento e geração de valor a partir do capital aplicado recentemente.

Reajustes da celulose sustentam melhora no curto prazo

A Suzano conseguiu implementar o aumento de preços anunciado para setembro e comunicou um novo reajuste para outubro, buscando atingir US$ 600 por tonelada na China.

Segundo o BTG, o movimento encontra apoio na redução dos estoques nos portos chineses, no adiamento do projeto OKI II para 2027 e no fechamento permanente de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de capacidade de produção de celulose de fibra longa.

Outro fator é o encarecimento da madeira na Ásia. Na China, o preço da matéria-prima importada passou de US$ 170–180 por tonelada, alguns meses atrás, para cerca de US$ 220.

Nesse ambiente, alguns produtores integrados chineses começaram a comprar celulose da Suzano, sinalizando que a produção própria deixou de ser economicamente viável para determinadas fábricas dependentes de madeira importada.

A companhia também formou uma carteira robusta de pedidos após o reajuste de setembro, o que reforça a confiança da administração na nova alta.

Por que 2027 preocupa?

Apesar da melhora recente, o BTG destaca que os projetos previstos para entrar em operação devem pressionar o equilíbrio entre oferta e demanda em 2027.

A combinação de OKI II, Sucuriú e novas capacidades integradas na China tende a fazer a oferta crescer acima da expansão da demanda, estimada em aproximadamente 1 milhão a 1,5 milhão de toneladas por ano.

Nesse contexto, fechamentos de fábricas, paradas de produção e possíveis atrasos de projetos ganham importância para reequilibrar o mercado.

A substituição entre tipos de fibra e a desverticalização de produtores na Europa e na América do Norte também podem contribuir para a demanda por celulose de mercado.

A própria Suzano continuará avaliando paradas pontuais nas operações em que o custo de obtenção de madeira tornar a produção economicamente inviável.

Desalavancagem é prioridade

A administração espera que o terceiro trimestre de 2026 marque o pico da alavancagem, após a transação envolvendo a joint venture com a Kimberly-Clark.

A partir do quarto trimestre, a expectativa é de melhora, sustentada pela geração de caixa sazonalmente mais forte, pela contribuição da joint venture, pela redução dos investimentos e por possíveis vendas de ativos não estratégicos.

Segundo o relatório, grandes novas alocações de capital parecem muito improváveis até que a alavancagem se aproxime de 2,5 vezes.

Na joint venture, a Suzano pretende elevar o EBITDA de aproximadamente US$ 500 milhões para US$ 700 milhões em até três anos, com melhorias nas compras, maior utilização das fábricas e ganhos de eficiência industrial.

O BTG também destaca o pouco interesse da administração em outro grande projeto de celulose, diante dos custos mais elevados de implantação e das perspectivas de retorno menos atrativas.

Uma vez atingido o nível desejado de alavancagem, a remuneração aos acionistas poderá ganhar espaço, especialmente se não houver oportunidades de investimento com retornos suficientemente elevados.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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