Suzano (SUZB3): por que o CFO espera geração de caixa “muito forte” no 4º trimestre
A Suzano (SUZB3) deve conseguir resultados melhores no quarto trimestre ante o terceiro, impulsionada por cenário de preços favorável para a celulose, sazonalidade e câmbio, e deve seguir com a estratégia de limitação de sua produção nos próximos meses, afirmaram executivos da companhia nesta sexta-feira. “Estamos esperando geração de caixa muito forte para o quarto […]

A Suzano (SUZB3) deve conseguir resultados melhores no quarto trimestre ante o terceiro, impulsionada por cenário de preços favorável para a celulose, sazonalidade e câmbio, e deve seguir com a estratégia de limitação de sua produção nos próximos meses, afirmaram executivos da companhia nesta sexta-feira.
“Estamos esperando geração de caixa muito forte para o quarto trimestre… vemos cenário construtivo para preço de celulose e o câmbio está mais alto”, afirmou o vice-presidente financeiro da maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, Marcos Assumpção, em entrevista a jornalistas.
Apesar disso, a empresa deve manter nos próximos trimestres a política de não produzir tudo o que sua capacidade permite, diante de uma avaliação de que o chamado custo de produção marginal ainda não permite isso.
A empresa anunciou no início do ano que manteria a política de deixar sua produção de celulose de mercado cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal da empresa, de aproximadamente 13,5 milhões de toneladas por ano.
“Com as condições de mercado que estamos vendo hoje…não vemos motivo para mudarmos essa estratégia. O foco é termos retorno em cada tonelada marginal produzida”, disse Assumpção.
Balanço do 3T26
Na véspera, a empresa divulgou lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, somou R$ 5,7 bilhões, crescimento de 9% na comparação anual. O número ficou praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetava R$ 5,8 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
Já a receita líquida alcançou R$ 16,5 bilhões, avanço de 36% em um ano e o maior faturamento trimestral da história da companhia.
O resultado foi impulsionado principalmente pela incorporação dos números da Arbex, joint venture formada com a Kimberly-Clark em julho deste ano. A expectativa média dos analistas era de receita de R$ 16,8 bilhões.
A geração de caixa operacional totalizou R$ 3,8 bilhões no trimestre, alta de 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
