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Sacre Investimentos
Economia
16/07/2026
2 min

Tarifaço perde força? Goldman Sachs reduz estimativa para a tarifa média dos EUA aplicada ao Brasil

Tarifaço perde força? Goldman Sachs reduz estimativa para a tarifa média dos EUA aplicada ao Brasil

Após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, em inglês) no âmbito da Seção 301 implementar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o Goldman Sachs avalia que a alíquota média pode ser mais baixa do que inicialmente previsto ao considerar a lista de produtos isentos.

Em relatório, o banco considera que as novas isenções à sobretaxa de 25% implementada pelos Estados Unidos abrangem US$ 2,1 bilhões adicionais em importações provenientes do Brasil.

Com isso, a nova tarifa deve incidir sobre 26% dos produtos brasileiros destinados aos EUA (US$ 10,2 bilhões). O número é mais baixo do que os 31% (US$ 12,3 bilhões) previstos inicialmente com a lista preliminar de isenções divulgada em junho.

“Isso equivale a uma redução de 1,3 ponto percentual em nossa estimativa para a tarifa efetiva média aplicada ao Brasil, que passa de 18,1% para 16,8%“, calcula o Goldman.

O cálculo do banco pressupõe que a tarifa de 12,5% da Seção 301 relacionada ao trabalho forçado, proposta pelos EUA, substituirá a tarifa de 10% da Seção 122 que vai expirar em 24 de julho de 2026.

O que o Brasil deve fazer agora?

Após a falta de sucesso das autoridades brasileiras em negociar um alívio tarifário relevante desde a divulgação do relatório preliminar do USTR no início de junho, a expectativa do Goldman é de que o governo brasileiro ofereça linhas de crédito subsidiadas aos setores e indústrias exportadoras mais afetados.

Além disso, o banco também considera que as autoridades brasileiras podem, eventualmente, adotar medidas de retaliação comercial pontuais e de alcance limitado.

No entanto, o USTR ja alertou que uma eventual resposta retaliatória às tarifas poderia resultar em medidas ainda mais severas por parte dos Estados Unidos, com o objetivo de eliminar as práticas comerciais consideradas desleais.

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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