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Sacre Investimentos
Mundo
22/08/2026
2 min

Tarifas de Trump já afetam indústria e emprego em Quebec, diz agência

Fábrica canadense perdeu um terço dos pedidos em menos de uma semana após tarifa sobre aço; província também enfrenta pressão separatista

Tarifas de Trump já afetam indústria e emprego em Quebec, diz agência

As tarifas de Donald Trump contra o Canadá já deixaram marcas na indústria de Quebec, com perda de pedidos, demissões e redução de jornadas.

O impacto econômico também atingiu o movimento separatista da província, onde o apoio à independência está em um dos menores níveis das últimas décadas, segundo a Reuters.

Uma fábrica de parafusos e fixadores perto de Montreal perdeu cerca de um terço dos pedidos em menos de uma semana após a tarifa americana de 50% sobre o aço canadense, em junho de 2025. A empresa demitiu cerca de 140 funcionários, principalmente em Quebec, e fechou uma unidade, segundo a Reuters.

O impacto chegou às fábricas

Antes da tarifa, cerca de 90% da produção da fábrica era destinada aos Estados Unidos. Com a queda das encomendas, funcionários passaram a reduzir jornadas, enquanto a empresa congelou contratações.

Quebec está entre as regiões canadenses mais expostas às tarifas por sua concentração em setores como aço e alumínio. Uma projeção do Bank of Montreal citada pela Reuters estima crescimento de cerca de 1% para a economia da província em 2026.

As novas tarifas de 50% sobre produtos canadenses entraram em vigor neste sábado, 22, depois que Estados Unidos e Canadá não chegaram a um acordo comercial.

Trump também mudou o debate sobre a independência

Quebec já realizou dois referendos sobre sua separação do Canadá, mas o movimento perdeu força nos últimos anos. Atualmente, cerca de 30% dos moradores apoiam a independência, segundo pesquisa citada pela Reuters.

A pressão de Trump sobre o Canadá ajudou a reforçar, entre parte dos separatistas, a avaliação de que o momento não é adequado para avançar com uma nova consulta.

Paul St-Pierre Plamondon, líder do Parti Québécois, defende um referendo, mas afirmou que ele não ocorreria enquanto Trump estivesse na Presidência dos Estados Unidos.

AutorEstela Marconi
FonteExame
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