Taxa de desemprego recua para 5,4% no segundo trimestre
Número de desocupados cai para 5,9 milhões, enquanto população ocupada supera 103 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa queda de 0,7 ponto percentual em relação aotrimestre encerrado em março, quando a taxa era de 6,1%, e recuo de 0,4 ponto na comparação com o mesmo período de 2025.
Com o resultado, o país tinha 5,9 milhões de pessoas desocupadas entre abril e junho. O contingente caiu 10,9% em relação ao trimestre anterior, uma redução de 718 mil pessoas, e recuou 6,3% na comparação anual, o equivalente a 392 mil desempregados a menos.
Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas, alta de 1,1% frente ao trimestre anterior, com acréscimo de 1,08 milhão de trabalhadores. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço foi de 0,7%, com mais 742 mil pessoas empregadas.
Ocupação cresce e subutilização recua
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas trabalhando entre a população em idade de trabalhar, subiu para 58,8%, ante 58,2% no trimestre anterior.
Também houve melhora nos indicadores de subutilização da força de trabalho. A taxa composta caiu para 12,9%, redução de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março e de 1,5 ponto na comparação anual.
O número de pessoas subutilizadas ficou em 14,7 milhões, queda de 10,1% frente ao trimestre anterior e de 11% em relação ao mesmo período de 2025.
Já a população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego, recuou para 2,3 milhões. O contingente caiu 14,7% em relação ao trimestre anterior e 17% na comparação anual.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada permaneceu estável em 39,4 milhões de trabalhadores tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,6 milhões, alta de 2,2% frente ao trimestre anterior. Os empregados no setor público cresceram 2,6%, alcançando 13 milhões de pessoas.
O contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 26,1 milhões.
Renda permanece estável
O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.738, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve alta de 2,8%.
A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 380,3 bilhões, sem variação significativa frente ao trimestre encerrado em março. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve crescimento de 3,6%, equivalente a um acréscimo de R$ 13,2 bilhões.
Na comparação com o trimestre anterior, os maiores avanços na ocupação ocorreram nos segmentos de Transporte, armazenagem e correio, que cresceu 3,9%, e de Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais, com alta de 2,6%.
Na comparação anual, os mesmos setores lideraram a geração de empregos, enquanto os serviços domésticos registraram queda de 5% no número de ocupados.
