Taxas de DIs sobem à espera de corte na Selic para 14,25%

A curva de juros futuros interrompeu a sequência de quatro quedas consecutivas e fechou em alta nos principais vértices na expectativa pelas decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu e fechou a 14,255% ante 14,240% do fechamento anterior.
Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,405% ante 14,330% do fechamento anterior, alta de quase 8 pontos-base.
A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, caiu 15 pontos-base e terminou o dia a 14,140% ante 14,155% do fechamento da última segunda-feira (16).
O mercado de títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, fechou em queda.
O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,056% ante 4,064% do ajuste anterior.
Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caiu para 4,439%, de 4,469% de ontem.
O que mexeu com os DIs hoje?
As decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil ficaram no radar após o Japão elevar os juros ao maior nível em 31 anos, para 1% ao ano.
No Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na primeira decisão de Kevin Warsh sob o comando do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 99,4% de chance de juros inalterados amanhã (17).
Por aqui, o mercado espera o último corte na Selic no ciclo de ‘calibração’ monetária iniciada em março pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. As Opções do Copom, na última atualização, mostrava 79% de probabilidade de redução de 25 pontos-base, o que levaria a taxa básica de juros de 14,50% ao ano para 14,25% a.a..
O cenário geopolítico também continuou em foco. Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o memorando de entendimento com o Irã afirma claramente que o país persa não terá armas nucleares, a jornalistas durante as reuniões do G7 na França.
Um acordo provisório entre EUA e Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio foi anunciado na noite do último domingo (14). A assinatura oficial acontecerá na próxima sexta-feira (19).
