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18/08/2026
2 min

Taxas dos DIs fecham perto da estabilidade à espera de ata do Fed

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a terça-feira (18) próximas da estabilidade, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico externo, diante das novas tensões no Oriente Médio e a cena doméstica. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,965%, ante o ajuste de 14,003% da sessão anterior. […]

Taxas dos DIs fecham perto da estabilidade à espera de ata do Fed

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a terça-feira (18) próximas da estabilidade, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico externo, diante das novas tensões no Oriente Médio e a cena doméstica.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,965%, ante o ajuste de 14,003% da sessão anterior. Já na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,78%, ante o ajuste de 14,74%.

Segundo o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, o mercado de renda fixa se equilibrou entre duas forças ao longo da sessão.

De um lado, os dados recentes do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que mostraram atividade econômica mais fraca, o que, por sua vez, fizeram pressão baixista nas taxas curtas. Do outro, o cenário geopolítico externo e o quadro fiscal doméstico pressionam as taxas para cima, principalmente na ponta longa.

“Tem todos esses vetores operando nos DIs, por isso a curva acabou ficando um pouco de lado”, disse Rostagno.

No exterior, o Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva”, uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os Estados Unidos estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters.

A notícia afastou as chances de um acordo de paz no Oriente Médio, o que pressionou os preços do petróleo Brent, que fecharam acima dos US$ 91 o barril.

Nesse contexto, as preocupações sobre inflação aumentaram, fazendo os rendimentos dos títulos de 30 anos nos Estados Unidos, o mercado de títulos mais importante do mundo em termos sistêmicos, atingirem seu nível mais alto desde meados de 2002.

A tendência altista para a renda fixa também foi observada no Japão, onde as taxas de 10 anos operaram em patamar próximo a 3%, o maior em três décadas. Na Europa, o rendimento dos títulos alemães de 10 anos atingiu o nível mais alto desde 2011, enquanto os rendimentos dos papéis franceses estavam no nível mais alto desde 2009 e taxas dos títulos britânicos de 30 anos se aproximaram dos picos atingidos em maio, que marcaram os níveis mais altos desde 1998.

Na quarta-feira (19), os agentes do mercado irão acompanhar a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), às 15h (horário de Brasília).

AutorReuters
FonteMoney Times
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