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28/07/2026
2 min

Taxas dos DIs têm queda firme com IPCA-15 abaixo do esperado

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram queda firme nesta terça-feira (28), impulsionadas pelos dados de inflação do IPCA-15, que vieram abaixo das estimativas do mercado, e com a ajuda adicional das perdas do petróleo no exterior. No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 13,985%, ante […]

Taxas dos DIs têm queda firme com IPCA-15 abaixo do esperado

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram queda firme nesta terça-feira (28), impulsionadas pelos dados de inflação do IPCA-15, que vieram abaixo das estimativas do mercado, e com a ajuda adicional das perdas do petróleo no exterior.

No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 13,985%, ante o ajuste de 14,042% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,66%, ante 14,702%.

O movimento refletiu nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, que operaram em seus níveis mais baixos em cerca de uma semana nesta terça-feira.

O que movimentou os DIs hoje?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,06% em julho, após registrar avanço de 0,41% em junho.

Com isso, o IPCA-15 passou a acumular nos 12 meses até julho alta de 4,52%, contra 4,80% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanços de 0,20% na comparação mensal e de 4,67% em 12 meses.

“O IPCA-15 de julho veio bem abaixo das expectativas e mostrou uma composição benigna, com leituras mais brandas em alimentos, serviços, bens industrializados e núcleos. Em nossa visão, os dados são consistentes com alívio de curto prazo na inflação cheia”, disse a economista da XP, Basiliki Litvac.

Os números reforçaramas apostas de novos cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central, que se reúne na próxima semana. Na última reunião, a autarquia cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano, deixando os próximos passos em aberto.

“Nosso cenário prevê um corte de 25 bps na taxa Selic na próxima semana, seguido de uma pausa”, avaliou Litvac.

No exterior, os preços do petróleo caíram cerca de 5%, atingindo a menor cotação em duas semanas, impulsionados por esperanças cautelosas de que a trégua nos combates entre os Estados Unidos e o Irã leve a negociações para pôr fim à guerra, embora tréguas anteriores tenham se mostrado apenas temporárias.

Os agentes financeiros se preparam também para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), que será divulgada nesta quarta-feira (29).

AutorReuters
FonteMoney Times
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