Tenda (TEND3) ganha vaga no Ibovespa — mas duas ações ficaram pelo caminho; veja a nova carteira do índice
Nova carteira do principal índice da B3 passa a valer nesta terça-feira (8) e traz 76 papéis de 75 empresas; ranking dos pesos também mudou

A Tenda (TEND3) ganhou um lugar no principal índice da bolsa brasileira. A construtora voltada ao segmento de baixa renda é a novidade da carteira do Ibovespa que entra em vigor nesta segunda-feira (8) e reúne os papéis que serão acompanhados pelo mercado até o fim de dezembro.
A entrada já era esperada: a TEND3 apareceu nas três prévias divulgadas pela B3 ao longo de agosto. A ação, que acumula alta de quase 40% desde o início de 2026, passa agora a integrar oficialmente o índice.
Para abrir espaço para a nova integrante, o Ibovespa deixa de contar com PetroReconcavo (RECV3) e SLC Agrícola (SLCE3).
Com o rebalanceamento, a carteira passa a reunir 76 papéis de 75 empresas brasileiras.
A cada quatro meses, a B3 revisa a composição do Ibovespa e ajusta os ativos que fazem parte do índice. A ideia é que a carteira represente o desempenho dos papéis mais relevantes e negociados do mercado acionário brasileiro.
Para entrar no Ibovespa, as empresas precisam atender a uma série de critérios, que incluem volume de negociação, liquidez e situação da companhia. Empresas em recuperação judicial e penny stocks — ações negociadas abaixo de R$ 1 —, por exemplo, não são elegíveis.
As ações que pesam mais no Ibovespa
Apesar da mudança no “elenco”, o topo da carteira do Ibovespa praticamente não mudou. Houve apenas ajustes nas participações teóricas dos papéis, mantendo Vale, Itaú e Petrobras entre as maiores influências sobre o desempenho do índice.
Na nova composição, os cinco ativos de maior peso teórico do Ibovespa são:
- Vale ON (VALE3): 11,16%
- Itaú Unibanco PN (ITUB4): 8,614%
- Petrobras PN (PETR4): 7,999%
- Petrobras ON (PETR3): 4,889%
- Axia Energia ON (AXIA3): 4,849%
Os pesos são importantes porque ajudam a determinar quanto cada ação influencia as oscilações do Ibovespa.
