Terremoto na Colômbia: entenda situação após tremor que devastou o país
Tremor de magnitude 7,4 deixou centenas de feridos, destruiu prédios e levou o governo colombiano a decretar estado de emergência

A Colômbia vive uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na manhã de segunda-feira, 10.
O número de mortos chegou a 132, enquanto mais de 570 pessoas ficaram feridas, mas as autoridades alertam que o balanço ainda é provisório e pode aumentar conforme as equipes conseguem acessar as áreas mais afetadas.
O tremor, o mais forte registrado no país na última década, teve epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. Os danos, porém, se espalharam por diferentes regiões, provocando o desabamento de edifícios, prejuízos a hospitais, escolas, aeroportos e sistemas de transporte.
Desde o terremoto principal, já foram registrados 47 tremores secundários, o que mantém as equipes de emergência em alerta e aumenta os riscos para moradores das áreas afetadas.
Resgate avança em meio a dificuldades de acesso
A prioridade das autoridades é retirar vítimas dos escombros. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) informou que a Cruz Vermelha Colombiana ativou sua sala nacional de crise e mobilizou equipes especializadas dos departamentos de Antioquia, Quindío e Caldas.
Pelo menos 30 integrantes das equipes de busca e resgate de Antioquia foram enviados ao departamento de Chocó, uma das regiões mais atingidas. Segundo a FICR, os números de vítimas e danos continuam sendo atualizados à medida que as equipes conseguem chegar a localidades isoladas.
As operações são dificultadas pelo bloqueio de estradas e pelo fechamento de aeroportos nas áreas afetadas. Em várias cidades, bombeiros, militares e voluntários trabalham com ferramentas manuais e cães farejadores para localizar pessoas soterradas.
A cidade mais atingida é Pereira, no departamento de Risaralda, onde foram registradas ao menos 60 mortes. Dois edifícios desabaram, há 15 pontos críticos de busca e o aeroporto internacional Matecaña permanece fechado após sofrer danos em sua cobertura. Parte da cidade também está sem energia elétrica.
Cali, Quibdó, Manizales e Armênia permanecem em alerta vermelho. Apenas em Cali, 188 pessoas são consideradas desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem retirando destroços em busca de sobreviventes.
Infraestrutura afetada e ajuda internacional
Segundo o governo colombiano, o terremoto provocou o colapso de 61 edifícios, danificou 18 unidades de saúde e 52 instituições de ensino. Seis aeroportos sofreram danos estruturais e permanecem fora de operação para voos comerciais.
O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há apenas três dias, decretou estado de emergência e afirmou que toda a estrutura do governo está mobilizada para as operações de resgate e atendimento às vítimas.
A tragédia também mobilizou apoio internacional. Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de US$ 15,5 milhões para apoiar a resposta à emergência. A União Europeia colocou à disposição o sistema de satélites Copernicus para auxiliar no mapeamento das áreas afetadas, enquanto Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também ofereceram assistência.
O terremoto foi sentido ainda em regiões da Venezuela, do Equador e do Panamá. Na Colômbia, partidas do Campeonato Colombiano, da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana marcadas para esta semana foram adiadas em razão dos impactos da tragédia.
*Com AFP e EFE
