Terremoto na Venezuela: mais de 1.700 mortos e ONU estima 50 mil desaparecidos

O número de vítimas dosterremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho segue em atualização. Segundo o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, ao menos 1.719 pessoas morreram e 5.034 ficaram feridas. As Nações Unidas estimam que o total de desaparecidos possa chegar a 50 mil.
De acordo com autoridades venezuelanas, os dois tremores principais, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de intervalo. Desde então, foram registradas 609 réplicas. A mais recente, nesta segunda-feira, às 7h01, teve magnitude 4,2. Apesar de ter causado apreensão entre moradores, não houve registro de novos danos estruturais.
O impacto dos terremotos foi significativo, especialmente no estado de La Guaira e na capital Caracas. Ao menos 855 edifícios sofreram danos, sendo que 189 desabaram completamente, segundo o balanço oficial.
Assistência da ONU
Diante da gravidade da situação, a ONU mobilizou assistência humanitária. A organização informou que enviará 10 mil bolsas mortuárias ao país, ao mesmo tempo em que ressalta a expectativa de que o número final de vítimas seja inferior a esse patamar.
Em declaração, o coordenador da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla Del Tindaro, evitou projetar números definitivos e destacou que há indícios de que o total de estruturas afetadas seja ainda maior.
"Estamos trabalhando em conjunto com o governo e não iremos especular além dos dados oficiais. Pelo menos 2.500 estruturas foram atingidas, muitas delas com colapso total, o que indica que o número de vítimas pode superar o já divulgado", afirmou.
Ele também descreveu o cenário como crítico e ressaltou que os esforços estão concentrados nas operações de busca e resgate, na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
A resposta internacional tem sido expressiva. Segundo a ONU, 27 países enviaram mais de 40 equipes especializadas, reunindo cerca de 2 mil socorristas e mais de 160 cães de busca. No domingo, essas equipes conseguiram resgatar sete pessoas com vida.
As operações seguem em andamento, enquanto autoridades locais e organismos internacionais monitoram a evolução do quadro e a necessidade de novos recursos para atendimento às vítimas.
