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Mundo
27/06/2026
3 min

Terremoto na Venezuela: ONU estima que 6,8 milhões de pessoas foram afetadas

Terremoto na Venezuela: ONU estima que 6,8 milhões de pessoas foram afetadas

Os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24, podem ter afetado até 6,76 milhões de pessoas, segundo estimativa divulgada neste sábado, 27, pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

A projeção considera análises populacionais e dos danos causados pelos tremores, incluindo cerca de dois milhões de moradores da região de Caracas.

A nova estimativa amplia a dimensão da crise humanitária enfrentada pelo país, que entra no terceiro dia consecutivo de operações de busca e resgate. O balanço oficial do governo venezuelano registra 920 mortos, 3.360 feridos, cerca de 4 mil desalojados e ao menos 172 pessoas soterradas.

Apesar dos números oficiais, a situação pode ser ainda mais grave. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU estima que mais de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem vasculhando os escombros nas áreas mais atingidas.

Os abalos, de magnitude 7,5, foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século e devastaram principalmente Caracas e o estado de La Guaira.

Edifícios residenciais, hospitais, escolas e prédios públicos desabaram ou sofreram danos estruturais, comprometendo serviços essenciais e deixando bairros inteiros em situação de calamidade.

Moradores das regiões mais afetadas relatam falta de equipes de resgate nos primeiros dias após o desastre e afirmam que familiares e voluntários ainda procuram sobreviventes sob os escombros.

Especialistas em resposta a desastres consideram as primeiras 72 horas após um terremoto decisivas para o resgate de pessoas com vida.

Novo tremor e ajuda internacional ampliam mobilização

Na noite de sexta-feira, 26, um novo terremoto de magnitude 4,9 voltou a ser sentido em Caracas. Embora menos intenso, o novo abalo aumentou o risco de desabamentos em estruturas já comprometidas e levou o governo a restringir o acesso às áreas mais afetadas.

A presidente interina Delcy Rodríguez determinou a militarização da região de La Guaira e manteve o estado de emergência. O acesso ao local passou a depender de autorização oficial para evitar que o fluxo de veículos prejudique as operações de resgate.

Enquanto isso, cresce a mobilização internacional para apoiar a resposta humanitária. O Brasil enviou equipes especializadas em busca e salvamento urbano, além de equipamentos, medicamentos e um hospital de campanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter conversado com Delcy Rodríguez para oferecer assistência e disse que o governo brasileiro continuará acompanhando a evolução da crise para ampliar o apoio, caso necessário.

AutorAndré Martins
FonteExame
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