Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 188; há 1520 feridos

Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira elevaram o número de vítimas para 188 mortos e 1520 feridos, segundo atualização divulgada nesta quinta-feira, 25, pelo chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.
O número de vítimas aumentou em relação ao balanço anterior, que indicava 164 mortos e 971 feridos. As autoridades ainda acompanham os trabalhos de resgate em áreas afetadas, onde há relatos de pessoas desaparecidas sob escombros.
Doisterremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o território venezuelano na noite de quarta-feira. A região de La Guaira, no litoral norte do país, foi uma das mais afetadas e foi declarada pelo governo interino como "zona de desastre".
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Os novos balanço amplia significativamente os dados iniciais apresentados pelas autoridades, que mencionavam 32 mortes e mais de 700 feridos nas primeiras horas após os abalos.
Balanço ainda pode ser revisado
De acordo com o governo venezuelano, quase 30 tremores secundários foram registrados após os dois terremotos principais, aumentando a instabilidade sísmica na região e dificultando as operações de resgate.
As autoridades não detalharam a distribuição das vítimas por região nem atualizaram informações sobre desaparecidos ou danos estruturais em larga escala até o momento.
Jorge Rodríguez afirmou que o governo continuava acompanhando os impactos do desastre e atualizando os números de vítimas conforme avançavam os trabalhos de emergência.
A sequência de abalos ocorre em meio a monitoramento contínuo de falhas tectônicas na região do Caribe, onde movimentos entre placas podem provocar eventos sísmicos de alta intensidade.
Catia la Mar concentra destruição e pedidos de ajuda
Em Catia la Mar, uma das localidades mais atingidas, moradores relataram à AFP destruição de edifícios residenciais e dificuldades para localizar familiares presos sob os escombros. A cidade, localizada a cerca de 40 minutos de Caracas e próxima ao aeroporto internacional de Maiquetía, teve dezenas de construções danificadas.
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Moradores passaram a noite nas ruas e relataram falta de eletricidade e água. Equipes de resgate atuaram entre os prédios destruídos enquanto familiares buscavam informações sobre desaparecidos.
"Precisamos que venham nos ajudar. Há gente viva ali, há gente morta", disse Paola Sanoja, moradora de 31 anos, ao relatar a situação de um edifício danificado onde um familiar estava desaparecido, à agência de notícias.
Em alguns pontos, prédios permaneceram parcialmente de pé, mas com grandes rachaduras e estruturas comprometidas. Outros imóveis foram completamente reduzidos a escombros.
Resgate enfrenta falta de equipamentos
Socorristas e moradores participaram das buscas, mas equipes locais pediram reforço de equipamentos técnicos para acelerar os trabalhos. José Pacheco, chefe de operações do Grupo Rescate Unido de Venezuela, afirmou que a ajuda especializada era uma das principais necessidades nas áreas afetadas.
"O que está faltando é ajuda, principalmente com os equipamentos técnicos", declarou o socorrista, que afirmou nunca ter presenciado uma situação semelhante em três décadas de atuação, à AFP.
Em Playa Grande, moradores tentavam resgatar uma menina que estaria presa sob os escombros de uma residência. Segundo relatos, a comunidade aguardava a chegada de máquinas para auxiliar na retirada das vítimas.
*Com AFP
