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17/08/2026
4 min

Tesouro IPCA+ 2026 venceu; saiba onde investir o dinheiro agora, segundo estrategista do BTG

O Tesouro IPCA+ 2026 venceu no último sábado (15), e os investidores começam a receber o dinheiro nesta segunda-feira (17). Para quem não tinha um destino definido para os recursos, o vencimento abre uma nova decisão: onde reinvestir o dinheiro em um cenário de juros ainda elevados? A resposta, segundo Álvaro Frasson, macro estrategista do […]

Tesouro IPCA+ 2026 venceu; saiba onde investir o dinheiro agora, segundo estrategista do BTG

O Tesouro IPCA+ 2026 venceu no último sábado (15), e os investidores começam a receber o dinheiro nesta segunda-feira (17). Para quem não tinha um destino definido para os recursos, o vencimento abre uma nova decisão: onde reinvestir o dinheiro em um cenário de juros ainda elevados?

A resposta, segundo Álvaro Frasson, macro estrategista do BTG Pactual, depende menos do título que acabou de vencer e mais da composição atual da carteira e do objetivo do investidor.

A recomendação é não simplesmente trocar o Tesouro IPCA+ 2026 por outro título com características semelhantes. Dependendo do perfil, o dinheiro pode ser distribuído entre Tesouro Selic, CDBs, novos títulos indexados à inflação, crédito privado e, em menor proporção, prefixados.

Para quem quer preservar patrimônio, renda fixa continua no radar

O investidor que comprou o Tesouro IPCA+ 2026 com o objetivo de proteger o patrimônio da inflação não necessariamente precisa mudar de estratégia.

Na visão de Frasson, títulos de inflação com vencimentos mais próximos, na região de 2030, podem cumprir papel semelhante, sem expor a carteira ao risco de oscilações maiores dos papéis de prazo muito longo.

Mas a recomendação não é concentrar todo o dinheiro novamente em Tesouro IPCA+.

Com os juros em patamar elevado, o estrategista considera importante manter uma parcela da carteira em investimentos com menor volatilidade e maior liquidez. Nesse grupo entram o Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI.

A combinação permite ao investidor manter recursos disponíveis, aproveitar a remuneração dos juros e, ao mesmo tempo, preservar uma parcela da carteira contra a inflação.

Já tem muito Tesouro e CDB? Crédito privado pode ser alternativa

A estratégia muda para quem já possui uma parcela elevada da carteira em títulos públicos e produtos bancários pós-fixados.

Nesse caso, Frasson vê espaço para aumentar a diversificação por meio do crédito privado, especialmente em emissões de empresas com rating AAA.

Um dos atrativos está nos títulos isentos de Imposto de Renda, como algumas debêntures incentivadas, CRIs e CRAs. Como não há cobrança de IR para o investidor pessoa física em determinados produtos, a remuneração líquida pode ser competitiva em relação a alternativas tributadas.

Os papéis também podem ser indexados ao IPCA, mantendo a proteção contra a inflação que era uma das características do Tesouro IPCA+ 2026.

Há, porém, uma diferença importante de risco.

No Tesouro IPCA+, o emissor é o Tesouro Nacional. Já no crédito privado, o risco está relacionado à capacidade de pagamento da empresa, securitizadora ou estrutura responsável pela emissão. Por isso, a análise de crédito e a diversificação ganham importância.

Quais investimentos estão no radar do BTG

Frasson não indicou papéis específicos como recomendação individual, mas alguns ativos vêm sendo trabalhados pelo BTG com clientes interessados em reaplicar os recursos recebidos do Tesouro IPCA+ 2026.

Entre eles estão:

  • CRA SLC Agrícola (CRA025007PT);
  • debênture incentivada da Equatorial Goiás (CGOAS2);
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035;
  • Tesouro IPCA+ 2045;
  • CDB prefixado do Andbank;
  • CDB IPCA+ do Banco Pan.

A lista mostra que, para o banco, a alternativa ao título que venceu não precisa ser um único produto. A alocação pode combinar diferentes indexadores, emissores e prazos.

Prefixados podem entrar, mas com uma fatia menor

Os títulos prefixados são mais sensíveis às mudanças nas expectativas para os juros. Por isso, não são a primeira opção para uma carteira conservadora.

Para investidores dispostos a aceitar mais volatilidade, porém, Frasson vê uma oportunidade em papéis com vencimento em 2028 e taxas próximas de 14% ao ano.

A tese é que uma eventual queda dos juros ao longo dos próximos anos pode provocar valorização desses títulos antes do vencimento. Nesse caso, o investidor poderia obter ganho de capital, além da remuneração contratada.

O movimento, no entanto, exige uma tolerância maior às oscilações de preço.

AutorSeu Dinheiro
FonteMoney Times
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