Tokenização coloca o Brasil em um novo patamar de competitividade, diz CVM
Superintendente da autarquia afirmou que a regulação do tema precisa ser acelerada por uma questão de competitividade

A tokenização de ativos coloca o Brasil em um novo patamar de competitividade, disse o superintendente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Egmon Henrique. Falando sobre o Grupo de Trabalho de Tokenização da Comissão, Henrique afirmou que este é um tema que precisa ser acelerado do ponto de vista da regulação para trazer maior segurança jurídica.
“Precisamos ter essa aceleração no tema, porque é uma questão de competitividade do Brasil. Na administração pública tudo vira prioridade e a que foi escolhida é tokenização”, declarou.
O superintendente da CVM afirma que é importante perceber como o Brasil não está mais apenas recebendo as discussões que provém de outros países. “Precisamos ter essa mudança. Uma inovação como o modelo de negociação 24/7 e de liquidação instantânea pode ser questionado, mas está acontecendo e os investidores vão para esses ambientes”, avaliou.
Modelos de tokenização que dão certo
Para ele, é importante observar o que está sendo feito fora do país até em projetos iniciados fora do ambiente regulado. “A forma de captar capital para o Brasil é trazer esses modelos. Quando trouxer segurança e inovação juntos os investidores vêm para cá. Precisamos chegar em primeiro lugar para o país se tornar um hub.”
Ao lado dele, Eric Altafim, diretor da Anbima, falou sobre o potencial do uso da tokenização para o mercado de garantias. “O mercado de cripto tradicional tem contratos perpétuos com liquidação automática da garantia. Por isso não preciso pedir 20% de margem, posso pedir de 4% a 5%”, explicou.
Na opinião de Altafim, há um grande modelo de negócios a ser explorado na tokenização de ativos que servem de garantia. Nesse sentido, ele citou o projeto piloto de tokenização da Anbima, que começou oficialmente em outubro de 2025.
Henrique falou durante painel no Token Summit Brasil, em São Paulo.
