Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Revista ExameACS
25/09/2026
2 min

Totvs é a campeã de Tecnologia no Melhores e Maiores; veja os números da empresa

Eleita a melhor empresa da categoria Tecnologia e Telecomunicações, a companhia cresceu com aquisições, lançou seu próprio modelo de IA e provou que o software por assinatura não morreu

Totvs é a campeã de Tecnologia no Melhores e Maiores; veja os números da empresa

Quando surgiram os chatbots de IA, o mercado de tecnologia adotou um apelido fatalista para o que essas inovações fariam com as empresas de software de gestão como a Totvs: "SaaSpocalipse". A tese era simples: se qualquer empresa pode programar seu próprio sistema, por que continuar pagando um fornecedor?

No ano de 2025 essa profecia começaria a se cumprir. Mas a Totvs teve um dos melhores desempenhos de sua história.

A receita líquida somou 5,7 bilhões de reais em 2025, alta de 17% sobre o ano anterior, puxada pela receita recorrente, que avançou 20%, para 4,6 bilhões de reais, já 91% de tudo o que a empresa fatura.

O lucro líquido ajustado superou 900 milhões de reais, crescimento de 26%, e foi o 27o trimestre consecutivo de expansão de dois dígitos na receita recorrente. No mercado, o reconhecimento veio rápido: a ação da Totvs subiu cerca de 60% no ano, uma das maiores altas da B3.

Para o CEO Dennis Herszkowicz, os números são reflexo direto de uma estratégia em diferentes frentes: "Superamos as previsões do próprio setor e mantivemos um alto nível de satisfação dos clientes, que continuam comprando novos produtos. Ao mesmo tempo, ampliamos nossa capacidade de estar fisicamente presente pelo Brasil, com escritórios em cidades com mais de 200.000 habitantes".

Outra parte desse resultado veio da aposta em IA própria: em 2025, a empresa desenvolveu o LYNN, apresentado como o primeiro modelo de IA fundacional brasileiro. Ainda assim, Herszkowicz evita o exagero em torno do tema.

"O uso de IA em processos críticos como o que operamos ainda está no começo, porque ali um erro custa caro. Falamos em habilitadores, migrar para a nuvem, organizar a base de dados, estar na versão mais recente, que é o que prepara o cliente para aproveitar a IA", explica o CEO.

A companhia também investiu em aquisições para reforçar esse portfólio: em 2025, comprou a Linx, de softwares de gestão para varejo, por mais de 3 bilhões de reais. É essa combinação — satisfação do cliente, presença física e portfólio em expansão — que, segundo Herszkowicz, explica por que a narrativa que ameaçava o setor perdeu força.

"Não é a primeira vez. Surge algo novo, imagina-se que as empresas vão desenvolver tudo sozinhas, e depois se percebe que a tecnologia continua exigindo conhecimento e sustentação. Essa dinâmica econômica não muda por causa da IA."



AutorAndré Lopes
FonteExame
Distribuído por