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Sacre Investimentos
InvestMercados
29/06/2026
3 min

Trégua entre EUA e Irã anima mercados globais

Trégua entre EUA e Irã anima mercados globais

Uma nova trégua entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma escalada militar no Oriente Médio e melhorou o humor dos mercados nesta segunda-feira, 29.

Os dois países concordaram em suspender temporariamente os ataques e permitir a livre circulação de embarcações pelo Estreito de Hormuz enquanto retomam as negociações para implementar um acordo de paz firmado neste mês.

Segundo autoridades americanas, as conversas técnicas sobre o memorando de entendimento continuam ao longo desta semana. De acordo com a Bloomberg, o compromisso prevê que ambos os lados evitem novas ações militares durante as negociações, abrindo espaço para a normalização do tráfego na principal rota de exportação de petróleo do mundo.

A decisão encerra, ao menos por enquanto, uma sequência de ataques que voltou a colocar em dúvida a estabilidade da região e aumentou as preocupações com o abastecimento global de energia.

Os confrontos começaram após o Irã atacar embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Hormuz. Em resposta, os Estados Unidos atingiram instalações militares iranianas, provocando uma nova rodada de retaliações durante o fim de semana. Ambos os governos acusaram o adversário de violar o cessar-fogo antes de concordarem com uma nova pausa nas hostilidades.

Mercados reagem ao menor risco para o petróleo

O acordo foi recebido de forma positiva pelos investidores. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do Dow Jones avançavam 0,25%, enquanto os futuros do S&P 500 subiam 0,58% e os do Nasdaq-100 registravam alta de 0,92%.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, recuperando parte das perdas registradas no início do pregão. Na Europa, os mercados abriram sem direção única, refletindo a cautela sobre a durabilidade do entendimento entre Washington e Teerã.

O petróleo Brent chegou a subir quase 2% durante a madrugada, mas reduziu os ganhos conforme aumentou a expectativa de que o fluxo de navios em Hormuz será preservado. Ainda assim, o barril permaneceu acima de US$ 72, refletindo a preocupação dos investidores com qualquer interrupção na oferta global.

O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Por isso, qualquer ameaça à navegação na região costuma provocar forte volatilidade nos preços da commodity e ampliar os riscos para inflação, transporte e crescimento econômico.

Apesar da trégua, os dois países ainda divergem sobre pontos importantes do acordo. Segundo a Bloomberg, um dos principais impasses envolve o controle da navegação no Estreito de Hormuz e a possibilidade de cobrança de taxas para embarcações que utilizarem a rota.

O governo iraniano também mantém a posição de que terá papel central na administração do tráfego marítimo da região. Ao mesmo tempo, Washington afirma que continuará atuando para garantir a liberdade de navegação e promete reagir caso novos ataques coloquem embarcações comerciais em risco.

As negociações devem continuar em Doha nos próximos dias, com foco na implementação do acordo provisório e na redução das tensões no Golfo.

Wall Street também acompanha mudança no mercado

Além da geopolítica, investidores monitoram uma rotação dos investimentos em Wall Street. Na última semana, o S&P 500 e o Nasdaq encerraram em queda, pressionados principalmente pelas ações de tecnologia.

Nvidia, Alphabet, Apple, Amazon e Meta registraram perdas expressivas em meio à realização de lucros e ao aumento das dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial.

Segundo a CNBC, parte do mercado começa a questionar se os gastos das grandes empresas de tecnologia com infraestrutura de IA serão capazes de gerar resultados na velocidade esperada. Essa mudança de percepção ajudou setores mais defensivos a ganhar espaço, permitindo que o Dow Jones encerrasse a semana anterior em alta.

AutorEstela Marconi
FonteExame
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